Thursday, January 28, 2010

Longe do olhar… o lixo no mar



O primeiro Café Oceano de 2010 é dedicado à poluição dos oceanos por objectos. «Longe do Olhar... O lixo no mar!» é o tema da conversa, que será conduzida por Pedro Neves, investigador do Centro de Mergulho Científico da Universidade do Algarve (UAlg), que lida com esta realidade numa base diária e que estará no Pátio de Letras hoje quinta-feira dia 28 de Janeiro, entre as 18h30 e as 20h00 como convidado principal em mais uma sessão do Café Oceano.

 

«Por descuido, por imprudência ou "por azar", muito do lixo que produzimos diariamente vai parar ao mar. E o provérbio "longe da vista, longe do coração" parece aplicar-se na perfeição a esta realidade, desconhecida pela grande maioria das pessoas», observa Pedro Neves, lamentando que «à semelhança do que acontece nos nossos passeios por terra, também eu encontro frequentemente bastante lixo nos meus passeios subaquáticos».

Assim, nesta próxima sessão do Café Oceano, Pedro Neves tentará responder a várias questões. De onde vem este lixo, quem o produz e como vai parar ao mar? Há na realidade uma ilha de plástico no fundo do mar? Quais as consequências da presença deste lixo?

Cristina Veiga-Pires sublinha que «costumamos ouvir falar da poluição dos oceanos através dos produtos químicos e tóxicos, muito mais raramente se fala da poluição dos oceanos por objectos». A moderadora do Café Oceano lembra que «já existe actualmente, de facto, uma “corrente de plásticos no Pacifico”» e que dedicar a próxima sessão do Café Oceano a esta temática «será também uma forma de sensibilizar as pessoas para a acção nacional “Limpar Portugal”, prevista para Março, em que estão envolvidos vários docentes e investigadores da Universidade do Algarve».

A iniciativa «Limpar Portugal» partiu de um grupo de amigos que ouviu falar de um projecto semelhante desenvolvido na Estónia em 2008. A proposta de limpar a floresta portuguesa num só dia surgiu neste contexto e em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com mais de 17000 voluntários registados. Segundo João Sendão, investigador na UAlg e um dos dinamizadores do movimento «Limpar Portugal» em Faro, «o objectivo será juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta e pelo futuro dos nossos filhos».


Wednesday, November 11, 2009

Extensão da plataforma continental… Quanto mais?

Na próxima quinta-feira, dia 12 de Novembro, irá realizar-se, a partir das 18h30 no Pátio de Letras, em Faro, mais um Café Oceano, desta vez com o tema "Extensão da plataforma continental… Quanto mais?". Esta edição terá como convidado Nuno Lourenço, investigador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg e professor da UAlg destacado para a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).

 

No dia 11 de Maio de 2009, Portugal depositou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a sua proposta de extensão da plataforma continental, ao abrigo do Artigo 76º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). A culminar este processo, Portugal reivindica jurisdição sobre o solo e subsolo marinhos numa área muito significativa do Atlântico Norte.

 Na conversa que terá lugar neste Café Oceano, avança o geólogo Nuno Lourenço, “far-se-á uma retrospectiva histórica sobre a construção da CNUDM, abordar-se-ão as diferentes etapas da implantação do projecto de extensão da plataforma no País e as mais-valias que a sua implantação trouxe em termos de conhecimento dos fundos oceânicos nacionais e de incremento da capacidade tecnológica instalada”.

O especialista vai ainda falar sobre as perspectivas futuras do projecto de extensão, “actualmente a aguardar avaliação pela Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas” e, finalmente, será ainda abordado “o potencial económico que o futuro oferece em matéria de exploração dos recursos vivos e não vivos nos grandes fundos oceânicos nacionais”. 

Tuesday, October 20, 2009

Sons no mar… debaixo de água



Quinta-feira, 22 de Outubro, a partir das 18h30, no Pátio de Letras

 

Rede wireless subaquática em foco no

Café Oceano

 

“Sons no mar… debaixo de água” será o tema da edição de Outubro do Café Oceano, que desta vez conta com o Prof. Sérgio Jesus, como convidado. Docente, investigador responsável pelo Laboratório de Processamento de Sinais (SiPLAB) e vice-reitor da UAlg, Sérgio Jesus estará no Pátio de Letras na próxima quinta-feira, entre as 18h30 e as 20h00, para falar sobre o trabalho em desenvolvimento no seu centro de investigação em torno da acústica submarina. Que métodos podem ser usados para escutar o que se passa debaixo de água e quais são as aplicações e fronteiras desta disciplina serão alguns dos pontos em foco.

 

O Laboratório de Processamento de Sinais (SiPLAB) da UAlg, coordenado por Sérgio Jesus, lidera actualmente um grupo de seis parceiros europeus que pretendem criar uma rede sem fios para comunicar através do som dentro de água. Uma vez concebida, esta rede wireless poderá ser colocada, por exemplo, ao serviço da segurança subaquática de infra-estruturas estratégicas, como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energias renováveis. Além do SiPLAB, participam no projecto europeu Underwater Acoustic Network (UAN) cinco centros de investigação e empresas da Itália, Noruega e Suécia.

“O conceito chave do nosso projecto é a mobilidade. É essa a grande vantagem que apresenta uma rede de comunicação sem fios subaquática com as características da que estamos a desenvolver, sobretudo quando aplicada ao serviço da segurança em meio aquático”, explica Sérgio Jesus.

Composta por cinco nós – dois móveis, dois fixos e uma estação de base que assumirá o papel de cérebro de toda a operação –, a UAN terá capacidade para cobrir de forma dinâmica um perímetro subaquático de 100 km2. Qual pequeno exército robotizado, todos os nós desta rede estarão equipado com vários sensores, as armas necessárias para detectar potenciais ameaças a infra-estruturas estratégicas como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energia, tanto em alto mar como em zonas costeiras.

Os diversos sensores captarão informação sobre, por exemplo, a temperatura da água, a velocidade das correntes ou a oscilação da coluna de água, monitorizando a todo o tempo o perímetro que defendem. “Os dois nós móveis, ou veículos autónomos subaquáticos, serão cruciais no processo de recolha de informação, uma vez que podem ser destacados para ir a determinada localização confirmar dados ou recolher imagens cruciais para tomar uma decisão face a uma potencial ameaça”, sublinha Sérgio Jesus. 

Thursday, June 25, 2009

Organismos do litoral rochoso: Protectores ou Destruidores?

Delminda Moura, investigadora no Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) e docente da Universidade do Algarve, nomeadamente nos cursos de Ciências do Mar e Oceanografia, é a convidada da edição de Junho do Café Oceano, que terá lugar hoje, 5.ª Feira dia 25 de Junho a partir das 18h30, no Pátio B@r em Faro, Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30.

Bioerosão ou bioprotecção dos nossos litorais rochosos? É este o tema que Delminda Moura, a oradora convidada para a edição de Junho do Café Oceano, vai apresentar hoje ao fim da tarde, durante duas horas de conversa informal no Pátio das Letras, em Faro.
O tema trata de biomorfologia que é um termo que traduz as relações mútuas entre o substrato físico e os organismos. A referida interacção, tem como consequência a maioria das paisagens naturais que observamos actualmente e é particularmente importante nos litorais rochosos carbonatados, como é o da Galé. Um litoral rochoso é um litoral de erosão, por oposição aos litorais de construção (p.ex. um sistema de ilhas-barreira ou um estuário) e a perda de massas rochosas por recuo das arribas não é jamais recuperável. Os organismos (animais e plantas) podem potenciar a erosão dos litorais - bioerosão, ou, pelo contrário, conferir-lhe protecção- bioprotecção. As plataformas de abrasão são um dos aspectos mais conspícuos da morfologia dos litorais rochosos e oferecem óptimas condições para uma espantosa diversidade biológica. Nelas, numerosos seres endolíticos escavam buracos para habitarem e outros raspam a rocha na procura de alimento, contribuindo para a diminuição da resistência mecânica da rocha- bioerosão. Porém, outros organismos, como por exemplo as algas fixas na superfície da rocha, constituem uma cobertura protectora contra o impacto directo das ondas e minimizam o efeito das amplitudes térmicas-bioprotecção.


Wednesday, May 20, 2009

O Algarve e o Atum: Esclarecimento Pela Companhia de Pescarias do Algarve

No seguimento do artigo publicado neste blog a 17 de Abril, recebi um correio electrónico a solicitar que sejam rectificados alguns pontos desse mesmo artigo. Agradeço esse contacto e, para não alterar o conteúdo da mensagem, passo a citar:

 

Lemos com muita atenção o post “O Algarve e o atum”, colocado no blog “Café Oceano”, o qual, ao que parece, faz parte das actividades desse Núcleo, e não podemos deixar passar em claro a inexactidão constante dos dois últimos parágrafos do texto porque não correspondem à verdade. É certo que o post, à parte esses dois parágrafos e retirando pequenas incorrecções sem importância, narra com exactidão o que se passou no Encontro sobre a Pesca do Atum que a Companhia de Pescarias do Algarve levou a efeito em 17 e 18 de Abril em Tavira.

No entanto, no tocante àqueles dois parágrafos cabe dizer que não corresponde minimamente à verdade que na nossa Companhia não haja a intenção de “intercâmbio de experiências e de investigação com o mundo universitário
”. Para além de Acordos de Princípio, protocolos já celebrados com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa relativos à actividade da pesca e da aquacultura e com o Instituto de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa nos domínios técnico e científicos relacionados com a produção de bivalves em offshore e pesca da Corvina e tunídeos; somos promotores conjuntamente com a Faculdade de Ciências de Lisboa do Projecto: Aplicação de Métodos Bioquímicos no Estudo da Conectividade de Cefalópodes entregue em 2009-02-27 e desenvolvemos com o IPIMAR trabalho conjunto em domínios da Investigação pesqueira para além de que constam expressamente nos projectos da empresa já apresentados a colaboração com as universidades nomeadamente a do Algarve.

Nem outra coisa seria de esperar de uma Empresa com uma larga tradição no sector (estamos trabalhando ininterruptamente desde 1835) que sempre esteve de mão dada com o saber universitário e que tem como Presidente do Conselho de Administração um Professor Universitário com uma vasta experiência no sector das pescas e, entre outras razões, ser conhecido pelo incentivo que costuma dar ao intercâmbio empresa-universidade.

De mencionar, por último, que tão pouco sabemos as razões que assistiram à Universidade do Algarve para não estar presente no Encontro uma vez que sua Excelência o Senhor Reitor bem como, pelo menos uma professora, que não vem ao caso referir-lhe o nome, foram convidados.

 

Companhia de Pescarias do Algarve 

Em relação à Universidade do Algarve, e aos investigadores que nessa área trabalham, não me posso pronunciar em nome deles mas é efectivemente uma pena não haver maior ligação, pelo menos neste caso específico. 

Pescar.. para vender ou rejeitar?

O Pátio das Letras, café/bar de Faro, recebeu mais uma edição do Café Oceano subordinado ao tema “Pescar…para vender ou rejeitar?”, no dia 15 de Maio 2009. A convidada da sessão  Sónia Olim, investigadora do grupo Biopescas, tem desenvolvido estudos sobre a problemática das rejeições nas artes de pesca na costa do Algarve.

Sónia Olim, que iniciou em 2007 o seu estudo de doutoramento sobre o tema: “Estudo bio-socio-economico das capturas acessórias e rejeições nos arrastos de crustáceos na costa do Algarve” explica que “a percentagem de espécies capturadas que são deitadas de novo ao mar, sem serem aproveitadas ou comercializáveis” motiva e justifica a discussão desta edição do Café Oceano. 

Sunday, April 19, 2009

O Algarve e o Atum

Realizou-se na tarde de sexta feira, 17 de Abril e na manhã de sábado o Encontro sobre o Atum no Algarve, promovido pela Companhia de Pescarias do Algarve, no hotel Vila Galé Albacora que ocupa o espaço do antigo Arraial Ferreira Neto, o qual foi conservado e integrado nesta unidade hoteleira.

A Companhia de Pescarias do Algarve foi fundada em 1835 dedicando-se especialmente à captura de tunídeos até ao último ano em que se armou uma armação na costa do Algarve. Tem continuado a desenvolver a sua actividade na fileira das pescas e pretende agora reactivar a actividade da captura dos tunídeos através de armações fixas, duas a implantar uma junto ao Cabo de Santa Maria e outra a leste de Tavira (Medo das Cascas), armações que terão as últimas inovações que a tecnologia foi adquirindo tornando-as mais actuais e aptas para a situação actual.

Para esta intenção muito contaram os resultados das experiências no campo das armações que nos últimos anos a empresa luso-japonesa Tunipex tem desenvolvido na área costeira do Algarve, junto a Fuzeta.

Os encontros tiveram a sua sessão de sexta-feira moderados pelo professor Carlos Reis, tendo sido apresentadas comunicações da Tunipex (A Armação de Atum), da DGP (Valor nutritivo do Atum), de um gestor espanhol ligado às Almadravas (Almadravas em Andalucia e em Marrocos) e do IPIMAR (Acompanhamento da experiência da Tunipex).

Na sessão de sábado de manhã intervieram pela Universidade dos Açores e do organismo Internacional ligado ao Tunídeos, João Gil Pereira, com uma resenha histórica do valor económico do atum na região do Algarve, Comandante Castro Centeno, e relacionado com a história da empresa patrocinadora, o eng. Fausto Costa.

Após o almoço de encerramento e com a colaboração da Confraria do Atum procedeu-se ao "Ronqueamento de um tunídeo" permitindo a todos os presentes verificar o aproveitamento quase total do espécime para fins alimentares, com a extracção das diversas partes e constituintes os quais iriam ser degustados no jantar sob as diversas formas gastronómicas.

Das afirmações dos responsáveis da Companhia de Pescarias do Algarve verifica-se uma intenção deliberada de continuar a actuar na fileira das pescas, quer através das novas armações, quer de estruturas no porto de Olhão, quer na exploração de duas áreas em offshore recentemente atribuídas no concurso público governamental, estas basicamente destinadas à criação de ostras.

A única nota negativa a salientar foi a ausência de manifestação de intenções de investigação e de desenvolvimento em colaboração com a Universidade do Algarve que, por motivos que ignoramos também não esteve directamente presente.

Continua de facto a ser difícil mostrar aos empresários de toda a conveniência de intercâmbio de experiências e de investigação com o mundo universitário, participando ambos para modernização e adaptabilidade de novos desenvolvimentos e tecnologias ao campo da actividade.

Wednesday, April 15, 2009

Água quente ou água fria na costa algarvia?

No Café Oceano do mês de Abril, Paulo Relvas, investigador no Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve, e docente em Oceanografia, irá explicar porque é que  as águas litorais algarvias durante o verão podem por vezes atingir temperaturas muito quentes e  outros anos temperaturas muito frias. Qual destas situações é mais comum e porquê? Será que se notam mudanças ao longo dos anos? Estas são algumas das perguntas às quais o convidado deste Café Oceano irá responder.

Thursday, March 12, 2009

Como considerar o Oceano na cultura Algarvia?

José Carlos Gonçalves Viana, actual director da Sociedade de Geografia de Lisboa, ex-Secretário de Estado da Marinha Mercante, na década de 70, e ex-Secretário de Estado das Pescas, na década seguinte, é o convidado da próxima edição do Café Oceano, que terá lugar na próxima semana, 5.ª Feira dia 19 de Março a partir das 18h30, no Pátio B@r em Faro, Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30.

Qual o papel que o Oceano tem na cultura algarvia? É a esta pergunta que José Carlos Gonçalves Viana, o orador convidado para a edição de Março do Café Oceano, vai tentar responder já na próxima semana, durante duas horas de conversa informal no Pátio das Letras, em Faro.Nascido em Lisboa em 1932, José Carlos Gonçalves Viana é dono de um percurso profissional intimamente ligado às questões do Mar. Actualmente é director da Sociedade de Geografia de Lisboa e também, desde Março de 2005, director da Associação do Sotavento Algarvio (ASA), sedeada em Tavira.Em 1958 José Carlos Gonçalves Viana obteve o grau de licenciado como Engenheiro Mecânico Aeronáutico, pelo Instituto Superior Técnico. Em 1970 aceitou o cargo de administrador da Empresa Insulana de Navegação e, mais tarde, já depois de Abril de 1974, assegurou funções semelhantes na Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, ou CTM, resultante da fusão daquela empresa com a Colonial de Navegação.Em Julho de 1974 foi requisitado para Secretário de Estado da Marinha Mercante, onde permaneceu até Março de 1975. Daí até 1978 trabalhou em Angola, como presidente da Sociedade de Armadores de Pesca de Angola (ARAN), e no Brasil, enquanto director de uma agência de navegação.Entre 1981 e 1982 foi Secretário de Estado das Pescas e nos últimos anos desta década foi presidente da Soponata, até 1991, altura em que também já desempenhava as funções de vice-presidente da International Shipping Federation. Ao longo do seu percurso profissional José Carlos Gonçalves Viana realizou inúmeras conferências e publicou artigos sobre temas de gestão, transportes, pescas, turismo, história marítima e política de desenvolvimento. É, desde 1985, membro da Academia de Marinha, onde foi durante alguns anos secretário-geral e vice-presidente, com o pelouro da classe de Artes, Letras e Ciências (actualmente é Membro Emérito).

Tuesday, March 10, 2009

Aquacultura substituirá a falta de capturas ?

Continuam as questões acerca das reservas marinhas no que toca às possibilidades face às capturas.

Da mesma forma as dúvidas acerca das possibilidades de a aquacultura conseguir ter uma produção capaz de obviar o esgotamento das reservas na natureza.

Mais em:

Aquaculture May Replace Wild Fish Stocks: Scientific American

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Wednesday, February 18, 2009

Reservas marinhas.. Um novo paradigma!

Novo paradigma para as reservas marinhas
em debate no Café Oceano de Fevereiro

Muitos países já têm áreas marinhas protegidas. Contudo, no seu conjunto, cobrem apenas 1% da superfície dos oceanos. Muitos cientistas defendem que esta percentagem deve crescer até aos 30%, através da criação de uma rede de áreas marinhas protegidas a nível mundial. Mas será esta uma medida capaz de travar a degradação ecológica dos oceanos? Este será o tema em debate na próxima edição do Café Oceano, sendo a investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da UAlg, Alexandra Cunha, a convidada para falar sobre “Reservas marinhas… Um novo paradigma”.

Muitos cientistas e organizações de conservação da natureza acreditam que será necessário ir mais além na protecção doa oceanos, defendendo um novo paradigma de protecção dos oceanos e de gestão das pescas.
Segundo a convidada da próxima edição do Café Oceano, já na próxima quinta-feira, no Pátio das Letras, em Faro, a partir das 18h30, “este novo paradigma defende que a protecção marinha não deverá ser apanágio de algumas zonas seleccionadas e especiais, situadas junto da costa: as reservas devem ser a base e o sustentáculo de toda a gestão do mar”.
De acordo com esta visão, continua a investigadora do CCMAR da UAlg, “as áreas marinhas protegidas devem cobrir mais de 30 % dos oceanos e deveriam ser complementadas por outro tipo de áreas marinhas protegidas, nas quais seriam autorizadas actividades de pesca com menor impacto ou, por exemplo, os arrastos”.
O objectivo seria controlar as actividades mais destrutivas e mantê-las longe das zonas mais sensíveis, passando os locais sem qualquer tipo de protecção a ser apenas uma pequena parte dos oceanos e não a maior parte, como acontece actualmente (apenas 1% dos oceanos está protegido).
Será que estamos preparados para dar este passo de gigante? Quais seriam as consequências económicas e sociais da implementação de áreas marinhas protegidas em 30% dos oceanos?
Alexandra Cunha lembra que “a constatação sobre a rápida recuperação dos ecossistemas de muitas reservas marinhas, já implementadas em várias partes do mundo, mostra que o mar ainda tem capacidade para se regenerar em muitos pontos e que, portanto, a implementação deste novo paradigma traria inúmeros benefícios em termos de recuperação das funções dos ecossistemas marinhos e da optimização do esforço de pesca”.


19 de Fevereiro, 5.ª feira, às 18h30, no Pátio B@r, em Faro

Friday, December 05, 2008

Repovoar o mar.. para pescar?

Neste último Café Oceano do ano 2008, o investigador Pedro Lino, do IPIMAR, irá apresentar o tema muito em voga da "repovoação do mar". Porque é que se está a tentar repovoar o mar ? Como se faz? Quais os custos e os benefícios? São algumas das questões que serão abordadas.

No passado “Mar” era pescar…Agora "Mar" é criar



O Prof. Rui Cabral e Silva, da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) da UAlg, foi o orador convidado para a edição de Novembro do Café Oceano. O tema do mês de Novembro, «No passado “Mar” era pescar… Agora “Mar” é criar», surge na sequência do assunto em foco na edição de Outubro do Café Oceano – “Quanto vale a Ria Formosa?” –, e pretendeu dar a conhecer uma das várias funções económicas do mar em transformação. O debate teve lugar no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30.

Tuesday, October 21, 2008

Quanto vale a Ria Formosa?

O Prof. António Matias, da Faculdade de Economia (FE) da UAlg, é o orador convidado para a edição de Outubro do Café Oceano, cujo tema central será a forma como se avalia o valor económico de um sistema ambiental/natural como a Ria Formosa, considerando-o como um activo ambiental. O debate terá lugar no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30, entre as 18h30 e as 20h30.

O ecossistema Ria Formosa é um activo ambiental que fornece determinados bens e serviços à comunidade, bens e serviços esses que podem ser valorizados do ponto de vista económico, ou seja, “é possível atribuir um determinado valor económico a este activo, no seu todo”, explica António Matias, docente da FE que lecciona na área da valorização dos recursos ambientais.
Mas, se alguns bens e serviços são transaccionados no mercado (como o peixe ou os moluscos, por exemplo), outros há que não são, que não têm preço, mas aos quais é possível atribuir um valor. “O que os economistas fazem é, justamente, obter por outras vias esses preços, para saber que valor global tem este activo ambiental que é a Ria Formosa”, sublinha o especialista.
No fundo, a Ria Formosa enquanto activo ambiental tem três vertentes principais: fornece recursos às pessoas, é um receptor de resíduos (assimila e trata) e é uma fonte de prazer (o que se chama em economia uma utilidade directa, como, por exemplo, um bonito pôr-do-sol).
“O que tentamos perceber é quanto é que as pessoas estão dispostas a pagar para ter todos estes benefícios, desde aqueles aos quais é possível atribuir um preço directo, mas também aos que têm um valor mais difícil de medir em termos económicos”, conclui António Matias.

Friday, October 17, 2008

Café Oceano na Semana pelo Mar 2008


No mês de Setembro de 2008, decorreu o Café Oceano "Transportes marítimos e sistema portuário na Era das descobertas" inserido na II Semana pelo Mar. Esta edição, que teve lugar em Olhão, foi apresentada pelo Dr. Amândio Barros de uma forma muito dinâmica e participada.

Thursday, July 10, 2008

Última edição do Café Oceano antes das férias de Verão


Hoje, dia 10 de Julho, às 18h30, o Café Aliança, na Baixa de Faro, vai receber mais uma edição Café Oceano, iniciativa que entretanto vai de férias para voltar a acontecer em Setembro. Esta edição do Café Oceano, dedicada ao tema “Alterações climáticas… O que se sabe?”, vai acontecer em moldes ligeiramente diferentes do habitual. Dada a vastidão do tema proposto, a comissão organizadora resolveu colocar-se, em bloco, à disposição da assistência para dar resposta às mais diversas dúvidas sobre as alterações climáticas, em vez de se convidar apenas um orador para abordar o assunto em debate. O tema “Alterações climáticas” pretende elucidar o público sobre a definição ou caracterização das alterações climáticas mas também as suas causas conhecidas ou possíveis, a sua influência sobre a Saúde, o ambiente ou sobre os oceanos. Também se pode abordar as alterações climáticas do ponto vista da nossa adaptação ou da nossa mitigação no dia à dia, como cidadão ou como comunidade... Em resumo, tentar-se-á responder ou debater todas as ideias que de uma maneira ou de outra tem origem ou efeito nas Alterações climáticas.

Thursday, May 08, 2008

Café Oceano do mês de Maio 2008


"Litoral e temporal... Evolução e Destrução"

A edição do 3º aniversário do Café Oceano que decorrerá no dia 14 de Maio, a partir das 18h30, tem como orador convidado o Prof. Óscar Ferreira, docente e investigador da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente que vai falar sobre o litoral e a pressão, natural e antrópica, existente na região do Algarve.
Esta edição que conta com a participação da Tertúlia Farense, propõe um olhar sobre questões actuais e que motivam muitas evzes acesas discussões orientadas sobre o ambiente, a socio-economia ou sobre simples crenças e opinões.

Venham numerosos tirar dúvidas e tentar perrceber o que o nosso litoral está a enfrentar.


Tuesday, April 01, 2008

Café Oceano do mês de Abril de 2008

O próximo Café Oceano realizar-se-á no quadro da Semana Aberta da Universidade do Algarve, na próxima 2ª feira dia 7 de Abril a partir das 18h00 no BA Caffé (Rua do Prior nº 6) com o seguinte tema: "Mar e saúde.. Uma visão Global" sendo a Profª Maria João Bebianno a
oradora convidada.

Mais informo que o Café Oceano previsto sobre a erosão do litoral não está esquecido e irá decorrer no mês de Maio.

Venham numerosos !!!

Monday, February 18, 2008

Café Oceano do mês de Fevereiro 2008


O próximo Café Oceano terá lugar na próxima 5ª feira, dia 21 de Fevereiro, a partir das 18h30 no Café Aliança em Faro. O tema proposto "Intersexualidade na águas costeiras.. feminização ou masculinização" será apresentado por duas jovens investigadores da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente.

"Mexilhões artificiais... para o bem ou para o mal?"

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. No mês de Janeiro, a oradora convidada foi a investigadora da Universidade do Algarve, Maria Gonzalez-Rey. Esta investigadora, encontra-se envolvida num projecto de investgação experimental desenvolvido pela City University de Hong-Kong, que tem por base o desenvolvimento de “mexilhões artificiais” como método de controlo de poluição.

Varias espécies de bivalves, nomeadamente de mexilhões, têm vindo a ser utilizados para monitorizar a poluição aquática, (níveis de contaminação metálica, poluentes orgânicos, e fitofarmacêuticos). Os mexilhões apresentam largas vantagens neste tipo de controlo, já que são organismos filtradores cesseis que acumulam poluentes nos seus tecidos, com uma vasta distribuição geográfica, e muito resistentes a grandes variações do meio ambiente.

O uso destes organismos marinhos apresenta no entanto desvantagens que podem ser contrariadas pela utilização de “espécies artificiais”. De facto, as concentrações de poluentes nos tecidos dos mexilhões são afectadas por variações físicas e químicas do indivíduo ou alterações dentro da espécie. A utilização de “mexilhões artificiais”, permite contrariar todos os pontos negativos e garantir as mesmas características relativamente ao uso de espécies naturais.

O “mexilhão artificial” consiste num pequeno tubo de P.V.C cujas duas aberturas são fechadas com um gel poroso. No seu interior possui um bloco de resina gelatinosa absorvente. A resina em questão permite concentrar os metais presentes na água monitorizando os níveis de contaminação com cádmio, zinco, cobre e chumbo.

Estes instrumentos para monitorização de contaminantes estão a ser testados actualmente em Portugal em Aveiro, Portimão, Olhão e no Estuário do Tejo, sendo aplicados cerca de 30 “indivíduos” em armadilhas colocadas no fundo, permanecendo submersos durante cerca de 4 meses. Brevemente, os resultados obtidos com os “mexilhões artificiais” serão comparados, nesta primeira fase, com os resultados obtidos nas espécies naturais autóctones.

Thursday, January 31, 2008

Café Oceano de Janeiro 2008


A primeira edição do Café Oceano em 2008 teve lugar ontém, 4ª feira, dia 30 de Janiero no Café Aliança, em Faro. A investigadora Maria Gonzalez-Rey, da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) apresentou o tema desta edição "Mexilhão artificial.. para o bem ou para o mal?".

Tuesday, December 18, 2007

Café Oceano: “Os “nossos” tubarões... Queridos ou temidos?”

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. No mês de Dezembro, foi o Investigador e Doutor Rui Coelho que ficou responsável por introduzir o tema do Café Oceano que desde há muito tempo se esperava: os Tubarões. Para tentar mudar a percepção errónea que a população em geral tem destes animais, como sendo animais muito perigosos para os Homens, o nosso convidado falou-nos com muita paixão destes seres que ocupam quase todos os habitats marinhos e mesmo alguns de água doce, desde grandes profundidades a zonas costeiras. Ficámos a saber que os tubarões são peixes cartilagíneos (possuem esqueleto cartilaginoso) pertencentes a um grupo de peixes (Chondrichthyes), nos quais se incluem também as raias e as quimeras. Os tubarões, predadores de topo, crescem muito lentamente, só adquirem a maturidade sexual muito tarde e têm uma fecundação interna (oviparidade e viviparidade placentária ou não), ao contrário dos peixes ósseos (Osteichthyes). Mesmo se os tubarões representam um dos grupos animais mais antigos do Planeta (surgiram há cerca de 400 milhões de anos), estas características fazem destes animais seres vulneráveis à actividade humana, desde do desaparecimento de habitats e de ecossistemas, à sobrepesca. Rui Coelho explicou que em 2006, estavam registadas mundialmente 1180 espécies de peixes cartilagíneos, das quais 480 são tubarões. No entanto, estes números estão em constante evolução à medida que novas espécies são descobertas e que, num futuro próximo, algumas irão desaparecendo, visto que, em 2006, já estavam listadas no livro vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) cerca de 110 espécies ameaçadas. Ao largo de Portugal, o convidado referiu que em 2006 estavam registadas 108 espécies de peixes cartilagíneos, dos quais 74 correspondiam a tubarões. No entanto, acrescentou que mesmo existindo dentre de estas algumas espécies potencialmente perigosas, como o famoso tubarão branco (Carcharodon carcharias), o tubarão anequim (Isurus oxyrinchus) e o tubarão martelo (Sphirna spp.), não existem até hoje relatos de ataques nem fatalidades nas nossas águas. Rui Coelho explicou que quase todos os tubarões com mais de 2 metros de comprimento podem ser potencialmente perigosos para os humanos. No entanto, são 3 as espécies que têm tido maior responsabilidade nos ataques em humanos, nomeadamente o tubarão branco (Carcharodon carcharias), o tubarão tigre (Galeocerdo cuvier) e tubarão buldogue (Carcharhinus leucas). Destas, apenas o tubarão branco existe em Portugal. Ainda foi referido que, apesar dos tubarões serem considerados animais extremamente perigosos e responsáveis por inúmeras fatalidades humanas todos os anos, a realidade não é essa. Desde 1990, foram contabilizados em média anual e a nível mundial, 56 ataques não provocados e 6 fatalidades, enquanto que desde 2000 e só nos EUA morrem em média cerca de 20 pessoas por ataques de cães! Assim, apesar da “fama” dos ataques de tubarão, a probabilidade de uma pessoa ser atacada e morta por um tubarão é realmente baixa, isto é quando estes não são provocados.

Tuesday, December 11, 2007

Café Oceano do mês de Dezembro de 2008

O próximo café oceano, e último do ano 2007, terá lugar na próxima 5ª feira
dia 13 de Dezembro no Café Aliança a partir das 18h30.
Nesse Café Oceano, o Investigador Rui Coelho irá apresentar o Tema "Os
"nossos" tubarões.. Queridos ou temidos?"

O que é um tubarão?
Quantas espécies de tubarões existem no mundo e em Portugal?
As espécies que existem em Portugal são perigosas?
Quais as espécies mais perigosas a nível mundial?
Quantos ataques de tubarão ocorrem por ano?
Onde é que os ataques de tubarão ocorrem?
Porque é que os tubarões são animais vulneráveis?
Quais as ameaças que os tubarões enfrentam actualmente a nível mundial?
Quantos tubarões são pescados por ano?
O que se está a fazer para proteger e conservar estes animais?

Se quiser conhecer as respostas a estas perguntas, e muitas outras, é só aparecer!

Thursday, December 06, 2007

Próximo Café Oceano





Friday, November 30, 2007

Café Oceano: “Alterações climáticas... O papel do plâncton”

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. Desta vez, foi o Investigador e Doutorando Carlos Norton que ficou responsável por introduzir o tema do Café Oceano que decorreu no mês de Novembro.
O Plâncton é a base da cadeia alimentar no meio aquático e marinho, sendo constituído por uma fracção vegetal, o fitoplâncton, e uma fracção animal, o zooplâncton. Qualquer alteração causada nestes organismos terá impactos ainda mais elevados nos níveis tróficos superiores. O estudo do plâncton é complicado porque implica uma recolha de amostras regular ao longo do tempo e no espaço oceânico, que são muito esporádicas se feitas somente durante missões científicas no mar. No entanto, existem bons registos obtido através de CPR (Continuous Plankton Recorder) para o Atlântico Norte e isto, desde dos anos 1958. Este equipamento é atracado a navios comerciais com rotas transatlânticas regulares permitindo uma recolha de plâncton de forma contínua, aproximadamente à profundidade de 7 m, durante todo o percurso do navio. Os estudos efectuados desta forma demonstram que está a ocorrer, no Atlântico do Nordeste, uma migração das espécies planctónicas para zonas mais a Norte. Com o aquecimento das águas, as espécies adaptadas a temperaturas mais altas estão a conseguir deslocar-se até zonas médias do Atlântico Norte, enquanto que as espécies que anteriormente ocupavam estas zonas estão a ser deslocadas para zonas sub-polares a polares. Um exemplo do impacto destas migrações pode ser observado no bacalhau. No Mar do Norte existe uma época do ano, de Março a Agosto, em que o bacalhau se alimenta de uma espécie de copépode calanóide (zooplâncton). Esta espécie abundava nestas zonas, mas com o aquecimento das águas foi empurrada para zonas mais a norte, surgindo em substituição uma outra espécie de copépode adaptada a águas de temperaturas mais elevadas. No entanto, esta nova espécie apresenta-se em período diferente da espécie anterior, de Agosto a Dezembro, não permitindo a engorda do bacalhau. Assim, para além de outros impactos sobre o bacalhau, nomeadamente a sobre – exploração, a migração do zooplâncton fez com que o bacalhau ficasse com menos alimento disponível, uma vez que também o biovolume desta nova espécie é inferior, fazendo diminuir a biomassa disponível para o bacalhau. Seja a nível trófico, ou mesmo na biomassa, o aquecimento das águas, mecanismo provocador destas migrações, apresenta grandes impactos espécies de consumidores superiores da cadeia trófica.
Alem disto, é importante salientar aqui que o plâncton também influencia o clima. A nível global, é efectivamente o plâncton que é responsável pela remoção de uma grande parte do CO2 da atmosfera para dentro dos oceanos e consequentemente para os sedimentos marinhos, moderando assim o aumento da temperatura média mundial. A nível local, também existem espécies de fitoplâncton que são capazes de emitir para a atmosfera moléculas que permitem a formação de nuvens que funcionam como um escudo face À insolação e fazem com que a temperatura da superfície da água diminui.
É então importante relembrara que, apesar das alterações climáticas causarem um grande impacto no meio ambiente, a Natureza é como que uma máquina renovadora, e que o maior impacto cairá sobre nós.

Tuesday, November 20, 2007

Café Oceano dia 21 de Novembro 2007

Thursday, November 15, 2007

Cafe oceano : Alterações climaticas - o papel do plâncton

Na 4ª feira dia 21 de Novembro vai realizar-se no Atrium Faro ás 18.30 o próximo Café Oceano cujo tema é Alterações Climáticas - o papel do plâncton. Estão todos convidados a aparecer e debater um tema tão na moda e tão preocupante como este.

Tuesday, October 16, 2007

Desafiar ou respeitar o mar... O Salvamento aquatico

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. Para o Café Oceano que decorreu ao inicio do mês de Outubro, convidei o Professor Jorge Rosa, responsável pelo curso profissional Técnico de Segurança e Salvamento em meio aquático (TSSMA) da Escola Secundária Pinheiro e Rosa (Faro). Aprendi muito durante a apresentação feita por Jorge Rosa. Assim, existem actualmente dois cursos destes no Algarve, um em Faro e outro em Quarteira. Estes cursos só foram reconhecidos pelo Ministério português da Educação em 1999 e reestruturados em 2006 no âmbito da revisão curricular do ensino profissional e da racionalização da oferta formativa pela Portaria n.º 1311/2006, D.R. n.º 226, Série I de 2006-11-23 . Este tipo de curso do ensino normal enquadra-se na família profissional de serviços de protecção e segurança e integra-se na área de educação e formação de protecção de pessoas e bens dando equivalência ao 12º ano. O curso tem quatro componentes de formação: a componente sócio-cultural, a científica, a técnica e por fim a formação em contexto de trabalho, para um total de 3100 horas de formação. Na descrição do curso pode-se ler que: “Os jovens habilitados com este curso têm a possibilidade de desempenhar funções como técnicos de segurança e salvamento em meio aquático em municípios (praias e piscinas), hotéis, parques aquáticos e empresas concessionárias em praias”.
No entanto, fiquei muito estupefacta ao saber que o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), organismo da Direcção-Geral de Autoridade Marítima, dotado de autonomia administrativa e com atribuições de promover a direcção técnica no que respeita à prestação de serviços com vista ao salvamento de vidas humanas na área da jurisdição marítima, não considera os alunos destes cursos profissionais como nadadores-salvadores. Assim, depois de uma formação profissional de 3 anos no ensino público (3100 h), os técnicos de Segurança e Salvamento em meio aquático não podem ser nadadores-salvadores; tal como eu, terão que concorrer ao curso de nadador salvador do ISN, que dura 93 horas e custa 75 euros.
È muito provável que os alunos que saiam dos cursos profissionais de TSSMA tenham mais facilidades do que eu para obter o título de nadador salvador. No entanto, ao meu ver isto é absurdo. Este é mais um exemplo dos problemas ligados ao mar: as instituições públicas do ensino, da administração ou da marinha não colaboram, não falam, não partilham os seus saberes. Qual teria sido o problema em incluir nos cursos profissionais de TSSMA uma componente obrigatória dada pelos formadores do ISN? Não teria mais lógica um técnico de Segurança e Salvamento em meio aquático ser igualmente habilitado a nadador salvador?
Quer-se racionalizar os meios mas sem fazer pontes de ligação entre instituições que trabalham na mesma área dificilmente conseguiremos ser competitivos e eficientes !

Wednesday, September 26, 2007

Acção sensibilização "Mar Limpo"

Amanhã, dia 27 de Setembro pelas 13h30, iremos fazer uma acção de sensibilização sobre o "Mar limpo" através de uma recolha de lixo na doca deFaro.

É necessário mostrar à comunidade que a UALG, alunos, docentes, e os cidadãos de Faro se sentem perto deste tema e que o Mar é importante para todos nós.

Venham participar, ajudar ou mesmo só ver esta actividade amanhã.

Tuesday, June 19, 2007

Proximo Café Oceano

O proximo Café Oceano é ja na quinta-feira dia 21 de Junho às 18.00 no Maktostas em Faro. O tema é "Cultivar peixe no mar ... o futuro?".
Apareçam

Thursday, November 23, 2006

Saúde e Oceanos


O oceano e a saúde pública podem interagir de um modo negativo. Anualmente, há cerca de 76 milhões de casos de doenças provocadas pelos oceanos, devido à globalização da alimentação, pois a exportação dos alimentos é efectuada sem controlo nem regras, muitas vezes de países com menos condições, além de se desconhecer o local onde o peixe e o marisco que se consomem são capturados.
Os oceanos são muito vulneráveis à poluição, servindo como depósito de detritos humanos (fertilizantes, metais pesados, resíduos urbanos e industriais…), principalmente nas últimas décadas, contaminando as águas marinhas. A água contaminada (com elevada carga orgânica e agentes microbiológicos - bactérias e vírus), o saneamento desadequado e a falta de condições de higiene são apontados como responsáveis por mais de 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como gastroentrites, hepatites, febres tifóides e cólera) e pela perturbação dos ecossistemas. As marés vermelhas e os blooms estão ligados às doenças renais, devido às suas toxinas, podendo induzir asma a habitantes da zona costeira.
Os petroleiros, através do transporte oceânico, podem transportar vírus, bactérias e outras doenças de zonas que não têm tratamento de esgotos.
Anualmente, chegam cerca de 700 milhões de turistas a vários países do mundo, podendo trazer contaminação/doenças. Outro aspecto negativo são as rações utilizadas em aquacultura, onde se utilizam cobre e antibióticos, para se obter um lucro rápido.
Por outro lado, o oceano também pode ser visto como uma fonte de oportunidades, embora se desconheça uma grande diversidade de organismos e moléculas aí existentes. Sabe-se que os primeiros estudos de neurologia foram efectuados com lulas, alguns compostos para combater o cancro também são obtidos de algumas espécies marinhas e as algas podem ser utilizadas como terapia e elementos nutritivos.
Cátia Luis

Monday, November 13, 2006

Próximo Café Oceano

O próximo café oceano realiza-se já esta quinta feira, dia 16 de Novembro, ás 18.30 no BA, na rua do Prior com o tema "Saúde e Oceanos: Uma visão Global".

Apareçam

Resumo último café oceano

De uma forma abreviada o que foi dito no último café oceano foi:

A energia das ondas e marés são uma energia alternativa à energia actualmente usada em Portugal e no resto do mundo, para a aplicação de sistema de aproveitamento da energia das ondas são necessários certos requisitos sendo eles, marés com amplitudes entre o 1,5 metros e os 2 metros e períodos entre os 8 a 10 segundos.
Existem vários sistemas de aproveitamento da energia das ondas sendo eles, a coluna de água oscilante, AWS (Arquimedes Wave Sing), Wave Dragon e as serpentes marítimas ou Pelamis.
A coluna de água oscilante está agora a ser estudada na Ilha do Pico nos Açores e na Escócia. Uma nova optimização deste sistema é, a sua implementação em zonas portuárias, mas o aproveitamento energético não é muito grande.
O AWS é completamente submerso, e funciona pela pressão criada pela passagem da crista e a passagem da cava da onda, e é esta diferença de pressão que vai criar energia. Existem uma unidade piloto instalada na Póvoa de Varzim. A desvantagem deste sistema é a necessidade de colocação de varias turbinas e a área terá de ser interdita á navegação.
O sistema Wave Dragon está em protótipo no Báltico e não existem em Portugal. Funciona por gravidade, é flutuante e possui rampas laterais e um reservatorio de água. Neste reservatorio existem turbinas e à entrada de água no reservatório as turbinas vão gerar a energia.
O último sistema é as serpentes marinhas ou Pelamis, é um sistema mais complexo. É semi submerso e funciona pela passagem das ondas nos cilindros da serpente e a utilização de óleo que é bombeado para gerar a energia. Este equipamento deve ser colocado a 3 milhas na costa. É um sistema em estudo em Portugal.
As vantagens da colocação destes sistemas é a possibilidade de aplicação na costa Oeste Portuguesa, as boas infra-estruturas de apoio nas zonas previstas á implementação dos sistemas, a existência de conhecimentos técnico-científicos e a energia poderia ser vendida a bom preço.
Pensa-se em aplicar este sistema numa extensão entre os 250 a 300 km na costa Oeste Portuguesa e pode gerar um quinto da energia produzida actualmente em Portugal.

Wednesday, October 18, 2006

Café Oceano IX

Olá

À algum tempo que não tinhamos por aqui novidades, mas com o inicio do ano lectivo, vem ai mais um café oceano com o titulo "Energia renovavel nos oceanos ... ondas e marés". Este café oceano vai realizar-se no dia 26 de Outubro (5ª feira) no BA, na Rua do Prior nº6 apartir das 18 horas.
Aparece

Monday, June 05, 2006

Nome dos Oceanos

Lá estava eu na net á procura de moradas de instituições para mandar o meu curriculo, e fui até á pagina do instituto de Oceanografia da Univesidade dos Açores e ao que me deparei com uma pagina bastante interessante sobre os Oceanos e o que descobri? A Origem dos nomes dos Oceanos. Ora vejam lá:

Oceano Pacífico:
O nome foi-lhe dado em 1520 na expedição de Fernão de Magalhães e deve-se ao bom tempo que os marinheiros encontraram enquanto atravessavam o Pacífico.

Oceano Atlântico:
A palavra Atlântico é relativa a Atlas, deus da teogonia primitiva grega que sustentava sobre as suas costas o céu."Atlântico" era usado na antiguidade para designar o oceano a oeste daEuropa. De acordo com Hérodote, este nome é originário do povo dos Atlantes que habita em Marrocos junto ao monte Atlas. Esta denominação desapareceu,no entanto, na Idade Média, altura em que se utilizava o nome de "MarOcidental" ou "Mar do Norte". O responsável pelo reaparecimento do nome"Atlântico", foi o geógrafo Mercator ao colocá-lo no seu célebre mapa do mundo em 1569. A partir deste momento a nomenculatura da idade média foi gradualmente sendo substituida por este nome, que subsistiu até aos nossos dias.

Oceano Índico:
Recebeu este nome pela sua proximidade ao sub-continente da Índia.

Oceano Artico:
Foi-lhe atribuído o nome da constelação Ursa Maior (arktos=urso).

Oceano Antártico:
A sua localização no Hemisfério Sul foi o motivo deste nome. Antárticosignifica estar oposto ao Ártico.

Monday, April 24, 2006

Proximo café oceano VII

O próximo café Oceano realiza-se no dia 27 de Abril ás 18.30 no bar da associação academica com o tema "Fontes Hidrotermais ... Berço de Vida?"

Café Oceano VII

O próximo Café Oceano vfai realizar-se no dia 27 de Abril, no bar da associação academica ás 18.30 com o tema "Fontes Hidrotemais ... Berço de vida?".

Monday, March 06, 2006

Café Oceano VII

No dia 15 de Março (quarta-feira) vai realizar-se o proximo café oceano com o titulo "Portugueses e Oceanos... Paixão e Desconhecimento" que se realiza no BA2 - o novo bar da Associação Academica na Rua Conselheiro Bivar, nº6 em Faro á 18.30. Aparece.

Thursday, February 09, 2006

Café Oceano VI

O proximo café Oceano já está marcado é no dia 16 de Fevereiro (quinta-feira) entre as 18.30 e as 20 horas no bar da Associação Filarmonica de Faro com o Tema "A transexualidade dos oceanos.... feminização ou masculinização?".
Se não sabes como lá ir ter aqui está um mapa

Espero que o tema te interesse e que apareças.


Monday, January 16, 2006

Ancão

Agora por causa do meu trabalho de final de curso, tenho andado a pesquisar sobre a sedimentos da zona do Algarve e numa dessas pesquisas encontrei uma foto da Barra do Ancão fantastica....


Então que me dizem? É linda não é

Praia de Almograve

Tenho umas fotos novas para mostrar, elas foram tiradas na praia de Almograve




Acho a praia linda e depois podemos observar fenomenos geológicos muito interessantes.

Saturday, January 14, 2006

Os Oceanos

Andava á procura de um tema para colocar aqui no blog e pensei porque não falar sobre os Oceanos....

Encontrei um site que fala sobre algumas caracteristicas sobres os todos os oceanos

http://oceanos.com.sapo.pt/

Thursday, December 22, 2005

Natal

Quero desejar a todos aqueles que visitam o blog um bom natal e um ano de 2006 melhor do que o ano de 2005.

Wednesday, December 21, 2005

Links interessantes

Fizeram-me uma sugestão para o blog, eu ter links interessantes para quem quiser saber mais sobre alguns temas abordados aqui no blog assim sendo:

Neste site (em inglês) podes fazer pesquisas sobre o que quiseres e ainda fazer compras, ver palavras no dicionario, etc
www.answers.com

Dicionário online
http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx

Meteorologia
www.meteo.pt

Instituto Hidrografico
www.hidrografico.pt


Enciclopedia online
www.wikipedia.com


Tsunami

Olá

No outro dia estive a ver um filme com o titulo "Tsunami" que achava eu seria giro, mas depois de o ver ... que desilução. Então no filme (que era Alemão) os primeiros 40 minutos não tem nada de interessante, depois começa por haver uma onda com +- 20 metros de altura mas por incrivel que pareça, as pessoas que são levadas pela onda nao morrem, nem sequer ficam mal, as ondas passam pelas dunas mas estas ficam secas, etc... depois disto vem outra onda que se forma perto de uma plataforma de petroleo e esta só abana, e depois conseguem fazer diminuir a energia da onda com explosivos no mar. Se vos contasse o resto do filme iriam ver que é a maior tanga que existe, sim porque aparece uma Sra. formada em hidrologia e dinamnica de fluidos mas que tem atitudes impensaveis para uma pessoa da area, enfim...

Friday, December 02, 2005

Fotos

Tal como tinha dito do ultimo post decidi dinamizar o blog e aproveitando que tenho algum tempinho hoje, vou por aqui umas fotos que tirei quando fui á Madeira em Outubro, espero que gostem. Estou a pensar também por sites interessantes sobre ambiente, biologia, geologia, etc tudo o que possa interessar para se aprender mais como também uma ajuda para trabalho da faculdade.



O que veêm nesta foto são as Ilhas Desertas que ficam mesmo em frente ao Funchal, eram umas 7 da manha e o sol ia começar a nascer.



Agora veêm as mesmas ilhas quando o sol já nasceu


Esta foto foi tirada numa zona do Funchal que se chama Lido (acho que não me enganei) e segundo aquilo que me lembro da disciplina de Processos Costeiro chama-se Escolho, corrijam-me se estou errada.

Bem se estivrem interessados em mais fotos avisem, podem mandar também fotos para eu colocar aqui.

Thursday, November 24, 2005

Dinamizar o blog

Queria dinamizar o blog para que mais pessoas o venham ver, por isso pensei em por fotos de variadas coisas como paisagens naturais, fotos das saidas de Oceanografia. Se tiverem sugestões para que o blog fique mais interessante comentem a mensagem.

Convite parao V Café Oceano

O proximo Café Oceano será 5ª feira, dia 24 de Novembro a partir das 18.00 no Café Aliança.
O tema é: As conchas estão a dissolver-s no mar.... porque será?

Tuesday, September 06, 2005

Convite para o Café Oceano IV

Isostasia vs Eustasia: Será que o nível do mar está a subir em todo o planeta?

Foto retirada do Site na National Geographic

O tema sugerido para o próximo Café Oceano foi "Isostasia vs Eustasia: Será que o nivel do mar está a subir em todo o planeta". Assim sendo fiz umas pesquisas na net e encontrei sites muito interessantes sobre o nivel do mar nomeadamente o site da National Geographic que contém na página um video sobre a massa de gelo do Polo Norte (http://www.nationalgeographic.pt/revista/0904/feature6/default.asp) .
Tal como fiz para o último Café Oceano vou colocar aqui no blog informações sobre o tema que vai ser discutido.

O termo eustasia significa uma subida ou descida geral do nível dos oceanos ocasionada por variações climáticas globais.

O termo isostasia significa busca do equilíbrio do tipo hidrostatico de massas litosféricas sobre a astenosfera, à semelhança de corpos flutuantes sobre um líquido.

Quanto à subida do nível do mar li no site na National Geographic que alguns cientistas responsáveis pela avaliação do estado do planeta dizem que este está a aquecer. Estes mesmos cientistas observaram que a neve do Kilimanjaro está a derreter mais de 80% desde 1912 (existem varios trabalhos de Lonnie Thompson sobre este assunto que podem ser consultados na net ou em revistas da especialidade). Estes mesmos cientistas observaram que os Glaciares do Garhwal Himalaia na India estão a regredir tão rapidamente que se assim continuar em 2035 podem já naõ existir.
Já pensaram então o que vai acontecer ao resto do mundo? Será que realmente em todos os locais o nivel do mar está a subir da mesma forma?

Podem ler mais coisas sobre o tema em sites como:

- http://www.agu.org/revgeophys/dougla01/dougla01.html
- http://www.grida.no/climate/vital/19.htm
- http://www.grida.no/climate/ipcc_tar/wg1/408.htm
- http://en.wikipedia.org/wiki/Sea_level_rise
- http://douweosinga.com/projects/sealevel (simulação de como ficará a Europa com a subida do nível do mar)


Até ao próximo Café Oceano

Sunday, June 19, 2005

Plataforma Continental o que é?

Quando ouvirem falar do alargamento da plataforma continental e já que é o tema do próximo café oceano, aqui está uma explicação que tirei de apontamentos de Oceanografia Geologica 2004/2005 do Prof. J. Alveirinho Dias

A Plataforma Continental é limitada por duas barreiras energéticas: a barreira energética litoral, definida essencialmente pela zona de rebentação (e que dificulta a passagem de partículas para a plataforma); e a zona transaccional do bordo da plataforma, onde frequentemente se verifica a rebentação de ondas internas, e onde muitas vezes se localiza uma picnoclina (e que dificulta a transferência de partículas para maiores profundidades)
A geologia da plataforma é, normalmente, semelhante à da área emersa adjacente
A Plataforma Continental esteve quase totalmente emersa durante a última glaciação, principalmente quando ocorreu o último máximo glaciário (o que se verificou, no hemisfério norte, á cerca de 18 000 anos)
Devido às variações do nível médio do mar (variações eustáticas)no decurso dos tempos geológicos, a largura e configuração da plataforma têm variado de forma muito significativa

Existem aqui alguns termos que para quem não é desta área talvez não entenda por isso vou-vos explicar o que é por exemplo:
picnoclina: zona onde ocorre um aumento brusco de densidade
variações eustáticas: variações do nível do mar originadas por causas não tectónicas.

Wednesday, June 15, 2005

Convite para o Café Oceano III

O próximo café oceano vai realizar-se dia 22 de Junho (quarta-feira) ás 17.30 na Taverna da Sé em Faro com o tema "Missão para a extensão da plataforma continental o que será?"

Monday, May 23, 2005

Resumo do ultimo Cafe Oceano

Antes de mais gostaria agradecer todas as pessoas que participaram neste segundo Cafe Oceano...
Pessoalmente gostei muito de estar presente com vocês !!!

O tema "Tanta àgua salgada e tão pouca àgua doce" deu pano para mangas, ou "àgua para oceano" ...
Penso que, o que mais me tocou, é saber que por exemplo 50 % da àgua gasta pelos municipios passa em fugas ou que, ao puxar 6 vezes o autoclismo, gastamos o equivalente da àgua doce disponivel em alguns paises por pessoa e por ano !!! Por isso agradeço à Catarina ter divulgado um endereço para aprendermos a poupar e gerir a àgua que temos !!!

Se quiserem mais informações aqui estão alguns links interessantes:

http://www.sdcwa.org/manage/sources-desalination.phtml
http://www.geocities.com/CollegePark/Bookstore/8237/osmose/osmose.htm
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/5534/newpage26.htm
http://mail.uevora.pt/pipermail/ambio/2004-June/000553.html
http://www.iesb.org.br/publicacoes/Agora%20Meio%20Ambiente%2011/reportagem.h
http://www.oieau.fr/nouveau/Discourp_jfd.PDF
http://www.geocities.com/~esabio/agua/agua5.htm
http://www.siam.fc.ul.pt/siamII_pdf/RecursosHidricos.pdf
http://w3.des.min-edu.pt/download/pub/ciencias/publicacoes_caderno_2.pdf
http://www.diramb.gov.pt/data/basedoc/TXT_LN_24770_1_0001.htm


Não se esqueça que: Se o Planeta fosse uma melancia, o volume total de água existente seria equivalente a de uma bola de ping pong. Nesse caso, o total de água doce seria comparável a um grão de ervilha e o total de água doce em rios e lagos seria menor que um grão de areia.

E mais... Impacto na interface água doce–água salgada nos aquíferos costeiros do Algarve: Uma subida de 50cm do nível médio da água do mar provoca uma redução de 20m da espessura da lente de água doce!!!

Isto dá que pensar, não?

Até breve num Café Oceano sobre "O alargamento da plataforma"...

Como poupar água

Na pagina da Universidade do ALgarve existe um site que nos informa como podemos poupar água. Vai já a http://www.ualg.pt/anuncios/Divulgacao/PanfletoAGUA.htm

Friday, May 13, 2005

Convite para o Café Oceano II


Convite para o Café Oceano Posted by Hello

Thursday, May 05, 2005

Poupar água

Uma máquina de roupa consome 150 litros de água por lavagem

Num banho de imersão gasta cerca de 200 litros de água; num duche, se demorar apenas 5 minutos, gasta 20 litros

Em cada descarga do autoclismo gasta-se 10 a 15 litros de água ( corresponde à água que um habitante das regiões semiáridas de África gasta por dia).

Enquanto escovas os dentes ou fazes a barba fecha a torneira,assim pouparás 10, 20 ou mesmo 30 litros de água.

Ao lavar as mãos , se deixares a torneira aberta poderás gastar 2 a 18 litros.

Curiosidades

De toda a água do oceano só 1% é que pode ser utilizada para consumo humano e agricultura.

Nove em cada dez formas de vida conhecidas encontra-se no oceano

Thursday, April 28, 2005

Parabéns... Só falta encontrar um tema.
No seguimento do que a Maria propos, o que pensam de:

Tanta água salgada e tão pouca água doce!!!

e de:

Um café oceano para uma onda de curiosidade

como slogan?


Cristina Veiga-Pires
O Cafe Oceano é uma ideia de alunos de Oceanografia e da Prof. Cristina Veiga Pires para debater assuntos relacionados com o oceano.
O primeiro Café Oceano vai realizar-se dia 19 de Maio ás 17 horas no Bar do Álvaro em Gambelas.
Se tiveres ideias ou comentarios podes mandar um mail para anabrito99@yahoo.com
Fica atento a actualizaçoes