Monday, March 19, 2012

Paleo-magnetismo: Da História da Terra aos Tsunamis

Esta semana, na próxima 5ª feira, temos o prazer de receber Eric Font, Investigador da Fundação Instituto Dom Luís em Lisboa, que irá apresentar o tema "Paleo-magnetismo: Da História da Terra aos Tsunamis". Todos nós sabemos que a Terra tem um campo magnético que orienta as nossa bússolas. Mas este campo magnético mudou ao longo da História do Planeta. Se quiser saber porquê, quando e como? Ou ainda como é que a ciência utiliza o magnetismo para estudar os grandes eventos da História da Terra, desde das grandes extinções de espécies até aos tsunamis, só precisar de vir ao próximo Café Oceano!


Dia 22 de Março, 5ª Feira, das 18h30 às 20h00 no Pátio B@r do Leya/Pátio das Letras em Faro.

Friday, February 10, 2012

Arqueologia subaquática no Mundo e no Algarve



Na próxima 5ª feira dia 16 de Fevereiro, teremos o prazer de receber Nuno Bicho, docente e investigador da Universidade do Algarve, que irá nos falar da "Arqueologia subaquática no Mundo e no Algarve".


Qual a sua importância em termos de conhecimento sobre a evolução da ocupação humana? Mas igualmente em termos de extensão das áreas em estudo? Quais as técnicas utilizadas para descobrir estes registos escondidos da história e da pré-história?


As respostas a estas perguntas e a muitas outras na próxima 5ª feira dia 16 de Fevereiro a partir das 18h30 no espaço Pátio B@r do Leya Pátio das Letras.

Friday, January 06, 2012

Uma experiência a bordo do Navio Científico Joides Resolution

Para iniciar o Ano 2012 de maneira um pouco diferente, o Café Oceano do mês de Janeiro “Uma experiência a bordo do Navio científico Joides Resolution” terá o prazer de conversar em direto com o convidado Hélder Pereira que se encontra atualmente a bordo do navio, no Golfo de Cadiz.

Hélder Pereira, Professor da Escola Secundária de Loulé, teve a sorte de poder participar numa missão de dois meses num dos maiores navios oceanográficos do Mundo, afim de divulgar as atividades desenvolvidas a bordo.

Por ter algumas condicionantes técnicas, este Café Oceano realizar-se-à às 18h00 na próxima 4ª feira dia 11 de Janeiro no Pátio B@r do Leya Pátio das Letras em conversa em direto do meio do mar..

Aproveito para desejar a todos um excelente Ano 2012.

Monday, December 05, 2011

Porque comemos produtos do Mar?


Na edição de Dezembro, iremos tentar perceber "Porque comemos produtos do Mar?". Jaime Anibal e Eduardo Esteves, investigadores e docentes da Universidade do Algarve, irão nos apresentar a realidade do consumo dos produtos do mar tanto a nível da sua quantidade e diversidade como a nível da qualidade alimentar dos mesmos. Será que o consumo dos produtos do mar é a expressão social de uma necessidade fisiológica ou bioquímica dos seres humanos?

Quem sabe poderemos até ficar com mais umas ideias para as ceias das festas que se aproximam!

Este Café Oceano terá lugar na 4ª feira dia 7 de Dezembro a partir das 18h30, no espaço do Pátio B@r do Leya Pátio das letras em Faro.

As formas que formam o Golfo de Cadiz


No passado dia 10 de Novembro, tivemos o prazer de ter como convidado um professor da Universidade do Algarve e investigador do Instituto Don Luis, que nos falou das "Formas que formam o Golfo de Cadiz". Joaquim Luis explicou-nos a origem dos fundos sedimentares e da paisagem submarina do Golfo de Cadiz constituida por montanhas, vulcões de lama e canhões submarinos.

Obrigada ao Pátio B@r e ao Leya Pátio das Letras que nos receberam para mais um Café Oceano.

Friday, October 14, 2011

Relação universidade - empresa - mar: Quais os desafios?



Este mês de outubro, iremos iniciar o novo ano letivo do Café Oceano com um tema: "Relação universidade - empresa - mar: Quais os desafios?". Este tema muito atual será apresentado por Hugo Pinto, docente e investigador no Centro de Investigação sobre Espaço e Organizações (CIEO) da Universidade do Algarve e no CES da Universidade de Coimbra.


Como é que se criam ligações entre universidades e empresas? Qual a importância do mar nas relações existentes ou em desenvolvimento? Quais as oportunidades para o Algarve e os desafios a médio e longo prazo?


Se estiver interessado em ter algumas respostas a estas perguntas, venha participar na próxima 5ª feira dia 20 de Outubro às 18h30 no Pátio B@r do Leya Pátio de Letras em Faro.

Wednesday, May 25, 2011

Transporte Marítimo no Algarve: Passado, Presente e Futuro




Para fechar o ano lectivo do Café Oceano, teremos o prazer de receber o Comandante Graco Trindade, piloto das barras e portos do Algarve, que irá falar do "Transporte marítimo no Algarve: Passado, presente e futuro". Quais as mais valias dos transportes marítimos e os seus constrangimentos? Quais as áreas do transporte marítimo em que o Algarve está, ou deveria, apostar? São algumas das perguntas às quais o convidado irá responder.


Esta sessão estival terá lugar na 4ª feira dia 27 de Julho no espaço Pátio B@r do Pátio das Letras em Faro, das 18h00 às 20h30.


O contributo da Universidade ... para o cluster do mar

Este mês, o Café Oceano celebra 6 anos de existência e tem o prazer de receber João Guerreiro, Reitor da Universidade do Algarve, como orador, que apresentará o tema "O contributo da Universidade ... para o cluster do mar".

Numa política europeia e nacional virada para a economia do Mar, o Cluster do Mar aparece como uma força estratégica na qual a Universidade do Algarve deve e pode contribuir de diversas formas. Quais são estes contributos da Universidade para o domínio do Mar? Quais as mais valias para a Universidade, para o Cluster do Mar e para a Região? Eis algumas das perguntas que o nosso convidado irá abordar.

Este edição irá decorrer amanhã, 5ª feira dia 26 de Maio, no espaço Pátio B@r do Pátio das Letras, das 18h30 às 20h00.


Wednesday, April 20, 2011

A Caravela Boa Esperança.. uma Aposta na Estratégia do Mar?


De quem é a Caravela? Quais são os seus desafios e as suas conquistas? De onde vem e qual o seu futuro? Eis algumas perguntas às quais o Comandante Gravata irá responder!


Este Café Oceano irá decorrer no dia 27 de Abril no Pátio B@r a partir das 18h30

Monday, February 28, 2011

As barras da Ria Formosa: evolução e importância


Qual a importância das barras da Ria Formosa? A resposta a esta questão será dada pelo investigador André Pacheco, convidado do próximo Café Oceano, marcado para as 18h30 de quinta-feira, dia 3, no Pátio das Letras, em Faro.

Nesta intervenção, André Pacheco, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve, abordará o tema "As barras da Ria Formosa: evolução e importância" e apresentará as conclusões resultantes de vários anos de observação.

Wednesday, February 23, 2011

Molusco Marinho com 117 milhões de anos

Notícia do jornal "La Voz de Galicia" de 23 de Fevereiro de 2011, referente ao Polyconites hadriani, espécie encontrada em vários locais da Península Ibérica.
Com a devida vénia, transcreve-se a seguir o texto da notícia:

ESPECIES
Hallan el molusco marino más antiguo, de 117 millones de años
La especie se adaptó a la acidificación de los océanos en el Cretácico

Autor:
ANDRÉS LOSADA
Localidad:
REDACCIÓN / LA VOZ
Fecha de publicación:
22/2/2011 -

Un equipo internacional, con participación española, ha hallado una nueva especie de molusco, Polyconites hadriani, en varias zonas de la península Ibérica. Según los investigadores, este ejemplar, que es el más antiguo de su género, se adaptó a la acidificación de los océanos durante su existencia. Este proceso podría predecir ahora la evolución de los sistemas marinos modernos.

La nueva especie se corona como la más antigua del género Polyconites de la familia Polyconitidae, un tipo de molusco marino ya extinguido. Hasta ahora los científicos pensaban que el molusco más antiguo de esta rama era Polyconites verneuili. «P. hadriani es similar a P. verneuili en la forma, pero tiene un tamaño más pequeño (con un diámetro 30 milímetros inferior) y la capa calcítica de su concha es más fina (unos tres milímetros de diferencia)», explica Eulàlia Gili, una de las autoras del estudio e investigadora en el departamento de Geología de la Universidad Autónoma de Barcelona.

La nueva especie se encontró en varias zonas de la península Ibérica: en la cuenca del Maestrat, la cuenca Vasco-Cantábrica, al sur de la cuenca de Lusitania y en la cordillera Prebética, «donde creció en densos agregados a las márgenes de las plataformas marinas de carbonato del Aptiano Inferior (hace 114 millones de años)», indica Gili.

El estudio se ha publicado en Turkish Journal of Earth Sciences. Según Gili, el Aptiano Inferior fue una etapa convulsa y con importantes cambios climáticos. La existencia de P. hadriani coincidió con el primer evento anóxico oceánico del Cretácico, que se caracteriza por la ausencia de oxígeno en los fondos marinos, lo que provoca un enterramiento masivo de carbón orgánico y un enfriamiento climático. «La engrosada capa calcítica de la concha de esta nueva especie, comparada con la de su antecesor (del género Horiopleura), podría haberse adaptado para crecer en aguas marinas más frías, con una acidez más alta a causa del aumento de la solubilidad del CO2 atmosférico», explica la geóloga.

Thursday, February 03, 2011

A propósito de cavalos marinhos...

Artigo da Scientific American de 1 de Fevereiro de 2011

How the Sea Horse Got Its Curves

The sea horse's neck morphology is bent on capturing prey

By Nina Bai February 1, 2011 0


The sea horse's signature "S" shape holds a secret weapon: It is an adaptation for the ambush hunting style favored by these tiny, carnivorous fish, according to new research that looked at the biomechanical properties of the sea horse's curvaceous neck region.

Sea horses evolved from long, narrow swimmers similar to pipefishes. Anchored by their prehensile tails, they hover in sculptural stillness near coral reefs and sea grass beds until a tiny shrimp or larval fish swims by. Then, with a subtle tilt of the head and a slurp, the diminutive predators suck in unassuming prey. Both sea horses and pipefishes employ the tilt-and-slurp technique, known as pivot feeding. Sea horses, however, do not pursue their prey as pipefishes do, so the reach of their necks is an important determinant of their hunting success.

"From the first videos I saw of feeding pipefish, I realized that there are some very important things, mechanically, going on in the neck region," says Sam Van Wassenbergh of the University of Antwerp in Belgium, co-author of the research, published in the January 25 issue of Nature Communications. "From there, my idea started to grow that the sea horse shape could play an important role in capturing prey." (Scientific American is part of Nature Publishing Group.)

The researchers used high-speed video and mathematical modeling to show the extent to which the sea horse's equine mien improves its performance during pivot feeding. Studying videos of sea horses and pipefish, the team discovered that although the up-and-down motion of the head was similar in both, the sea horse could also extend their heads forward. "Compared with straight-bodied pipefish, all sea horse species studied consistently show an additional forward-reaching component in the path traveled by the mouth during their strikes at prey," the researchers wrote.

Two mathematical models were then developed, one based on a pipefish, the other on a sea horse. Researchers calibrated the models using a computer program, fine-tuning the flexibility, inertial properties and hydrodynamic resistance of each body segment until the models could simulate the pivot feeding motion seen in the videos. "Mathematical models have always been an important tool for functional morphologists and biomechanicists," Van Wassenbergh says.

By manipulating these models into hypothetical intermediates between sea horses and pipefishes—straight-necked seahorses and bent-necked pipefishes—researchers could test the functional effects of body shape. Although the seahorse's curvy neck provides a longer reach (strike distance), it comes at the cost of speed (strike velocity), they found. Bending the neck on the pipefish model, for example, resulted in a 28 percent increase in strike distance. Conversely, straightening the neck on the sea horse model increased strike velocity 36 percent.

Sea horses need to slurp up dozens of tiny shrimp each day in order to survive. Although their curves make them clumsier swimmers than their streamlined cousins, the gain in striking distance seems well adapted to their stealthy sit-and-wait feeding strategy.

"Sea horses would have colonized habitats where pipefishes were already present, and the increased strike distances would have allowed the newcomers to compete successfully for the same food resources," says Peter Teske, who researches sea horse evolution and ecology at the Rhodes University in South Africa and was not involved in the study. "Overall, I think this is an interesting piece of the puzzle that explains why sea horses look as unusual as they do…. What remains to be fully answered is what the implications of this study are in terms of understanding the evolution of sea horses," he adds.

A clue may be found in the pygmy pipehorse, a fish that resembles both sea horses and pipefishes. Like sea horses, pygmy pipehorses have a prehensile tail, but swim horizontally like pipefish. As pygmy pipehorses share a more recent ancestor with sea horses than they do with pipefish, "their phylogenetic position suggests that evolution of a tail-attached lifestyle preceded the evolution of the bent head in sea horses," the researchers wrote.


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Monday, January 03, 2011

A história da Ria Formosa e dos seus Cavalos Marinhos no primeiro Café Oceano de 2011

“Da abundância à escassez dos cavalos marinhos na Ria Formosa” ou a história do declínio destes seres místicos num dos seus refúgio, é o tema que Jorge Palma, investigador do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da UAlg, irá apresentar nesta primeira edição de 2011 do Café Oceano.

Em 2002, a Ria Formosa era um dos locais do mundo com maior densidade de cavalos marinhos, com uma população estimada em dois milhões de indivíduos. Em 2008, só sobravam 300 mil cavalos-marinhos. Para onde foram os cavalos marinhos? O que aconteceu à Ria Formosa num tão curto espaço de tempo? Estas são algumas das questões que serão abordadas por Jorge Palma que lidera um projecto premiado pelo Oceanário de Lisboa, a desenvolver no laboratório de Biologia Pesqueira e Hidrobiologia do Prof. Pedro Andrade, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve.

Friday, December 03, 2010

Arsénico! Veneno para uns, a subsistência para outros

Vamos avançando no campo dos organismos que conseguem manter uma forma de vida em condições envolventes extremas e nada consentâneas com aquelas que habitualmente assumimos como "normais".

O que agora aparece, e pode ser interessante para analisar a possibilidade de vida em meios extremos que, quer podem surgir no próprio planeta Terra (geobiologia) quer no exterior do planeta (astrobiologia).

Já sabíamos de casos extremos de vivência em meios de enxofre ou de fósforo.

Eis que se junta ao grupo o arsénico.

Mais em:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=arsenic-life&WT.mc_id=SA_DD_20101202

Monday, October 25, 2010

O Mundo do Silêncio pouco silencioso para os cetáceos

Já há bastante tempo que a comunidade cientifica vem alertando para o aumento de ruído no oceano e as suas implicações no habitat das espécies.

A situação talvez não seja ainda muito grave na faixa de frequências da zona do audível mas nas infras frequências o problema já oferece outros contornos.

Mais informações em:

http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=noise-reduces-ocean-habitat-for-whales&sc=DD_20101022

Thursday, October 14, 2010

Os produtos farmacêuticos que… vão para o Mar


Quarta-feira, 20 de Outubro, a partir das 18h30, no Pátio B@r em Faro

«Os produtos farmacêuticos que… vão para o Mar» é o tema do próximo Café Oceano

O desenvolvimento dos produtos farmacêuticos foram apresentados no mês passado como sendo umas das várias funções económicas do mar. Infelizmente estes mesmos produtos farmacêuticos têm mais uma relação com o mar. «Os produtos farmacêuticos que vão para o Mar» é o tema da conversa do próximo Café Oceano, apresentado por Maria Gonzalez Rey, Investigadora do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve (UAlg). Esta sessão do Café Oceano irá decorrer no já conhecido Pátio B@r em Faro, das 18h30 às 20h00.

Todos os dias se ouve falar de poluição marinha com impactos ambientais mais ou menos importantes. No entanto, pouco se fala dos “novos” poluentes ligados ao aumento do bem estar da população humana: os fármacos.

Assim, nesta próxima sessão do Café Oceano, a convidada deste tema irá apresentar alguns dos mais recentes estudos sobre estes novos poluentes: Quem são? Donde vêm? Quais os seus impactos?


Wednesday, September 22, 2010

Os produtos farmacêuticos que vêm do Mar

Sexta-feira, 24 de Setembro, a partir das 18h30, no Ria Shopping



O primeiro Café Oceano do ano lectivo 2010-2011 pretende dar a conhecer uma das várias funções económicas do mar. «Os produtos farmacêuticos que vêm do Mar» é o tema da conversa, que será conduzida por Ana Grenha, Professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia e investigadora do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural da Universidade do Algarve (UAlg). Esta sessão do Café Oceano, que se realiza durante a Semana Mundial do Mar, na próxima sexta-feira, entre as 18h30 e as 20h00 no Ria Shopping, integra-se também no evento “Cientistas ao Palco - Noite dos Investigadores 2010”.

Todos nós temos em mente algumas das funções económicas dos oceanos, em particular no que diz respeito à pesca e ou lazer. No entanto existem vertentes económicas provenientes do Mar muito menos conhecidas. É o caso do Mar como fonte de produtos químicos para as indústrias cosméticas e farmacêuticas.
Assim, nesta próxima sessão do Café Oceano, Ana Grenha irá apresentar esta faceta desconhecida dos produtos do mar. Quais são eles? Donde vêm e como são descobertos?

Thursday, January 28, 2010

Longe do olhar… o lixo no mar



O primeiro Café Oceano de 2010 é dedicado à poluição dos oceanos por objectos. «Longe do Olhar... O lixo no mar!» é o tema da conversa, que será conduzida por Pedro Neves, investigador do Centro de Mergulho Científico da Universidade do Algarve (UAlg), que lida com esta realidade numa base diária e que estará no Pátio de Letras hoje quinta-feira dia 28 de Janeiro, entre as 18h30 e as 20h00 como convidado principal em mais uma sessão do Café Oceano.

 

«Por descuido, por imprudência ou "por azar", muito do lixo que produzimos diariamente vai parar ao mar. E o provérbio "longe da vista, longe do coração" parece aplicar-se na perfeição a esta realidade, desconhecida pela grande maioria das pessoas», observa Pedro Neves, lamentando que «à semelhança do que acontece nos nossos passeios por terra, também eu encontro frequentemente bastante lixo nos meus passeios subaquáticos».

Assim, nesta próxima sessão do Café Oceano, Pedro Neves tentará responder a várias questões. De onde vem este lixo, quem o produz e como vai parar ao mar? Há na realidade uma ilha de plástico no fundo do mar? Quais as consequências da presença deste lixo?

Cristina Veiga-Pires sublinha que «costumamos ouvir falar da poluição dos oceanos através dos produtos químicos e tóxicos, muito mais raramente se fala da poluição dos oceanos por objectos». A moderadora do Café Oceano lembra que «já existe actualmente, de facto, uma “corrente de plásticos no Pacifico”» e que dedicar a próxima sessão do Café Oceano a esta temática «será também uma forma de sensibilizar as pessoas para a acção nacional “Limpar Portugal”, prevista para Março, em que estão envolvidos vários docentes e investigadores da Universidade do Algarve».

A iniciativa «Limpar Portugal» partiu de um grupo de amigos que ouviu falar de um projecto semelhante desenvolvido na Estónia em 2008. A proposta de limpar a floresta portuguesa num só dia surgiu neste contexto e em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com mais de 17000 voluntários registados. Segundo João Sendão, investigador na UAlg e um dos dinamizadores do movimento «Limpar Portugal» em Faro, «o objectivo será juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta e pelo futuro dos nossos filhos».


Wednesday, November 11, 2009

Extensão da plataforma continental… Quanto mais?

Na próxima quinta-feira, dia 12 de Novembro, irá realizar-se, a partir das 18h30 no Pátio de Letras, em Faro, mais um Café Oceano, desta vez com o tema "Extensão da plataforma continental… Quanto mais?". Esta edição terá como convidado Nuno Lourenço, investigador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg e professor da UAlg destacado para a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).

 

No dia 11 de Maio de 2009, Portugal depositou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a sua proposta de extensão da plataforma continental, ao abrigo do Artigo 76º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). A culminar este processo, Portugal reivindica jurisdição sobre o solo e subsolo marinhos numa área muito significativa do Atlântico Norte.

 Na conversa que terá lugar neste Café Oceano, avança o geólogo Nuno Lourenço, “far-se-á uma retrospectiva histórica sobre a construção da CNUDM, abordar-se-ão as diferentes etapas da implantação do projecto de extensão da plataforma no País e as mais-valias que a sua implantação trouxe em termos de conhecimento dos fundos oceânicos nacionais e de incremento da capacidade tecnológica instalada”.

O especialista vai ainda falar sobre as perspectivas futuras do projecto de extensão, “actualmente a aguardar avaliação pela Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas” e, finalmente, será ainda abordado “o potencial económico que o futuro oferece em matéria de exploração dos recursos vivos e não vivos nos grandes fundos oceânicos nacionais”. 

Tuesday, October 20, 2009

Sons no mar… debaixo de água



Quinta-feira, 22 de Outubro, a partir das 18h30, no Pátio de Letras

 

Rede wireless subaquática em foco no

Café Oceano

 

“Sons no mar… debaixo de água” será o tema da edição de Outubro do Café Oceano, que desta vez conta com o Prof. Sérgio Jesus, como convidado. Docente, investigador responsável pelo Laboratório de Processamento de Sinais (SiPLAB) e vice-reitor da UAlg, Sérgio Jesus estará no Pátio de Letras na próxima quinta-feira, entre as 18h30 e as 20h00, para falar sobre o trabalho em desenvolvimento no seu centro de investigação em torno da acústica submarina. Que métodos podem ser usados para escutar o que se passa debaixo de água e quais são as aplicações e fronteiras desta disciplina serão alguns dos pontos em foco.

 

O Laboratório de Processamento de Sinais (SiPLAB) da UAlg, coordenado por Sérgio Jesus, lidera actualmente um grupo de seis parceiros europeus que pretendem criar uma rede sem fios para comunicar através do som dentro de água. Uma vez concebida, esta rede wireless poderá ser colocada, por exemplo, ao serviço da segurança subaquática de infra-estruturas estratégicas, como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energias renováveis. Além do SiPLAB, participam no projecto europeu Underwater Acoustic Network (UAN) cinco centros de investigação e empresas da Itália, Noruega e Suécia.

“O conceito chave do nosso projecto é a mobilidade. É essa a grande vantagem que apresenta uma rede de comunicação sem fios subaquática com as características da que estamos a desenvolver, sobretudo quando aplicada ao serviço da segurança em meio aquático”, explica Sérgio Jesus.

Composta por cinco nós – dois móveis, dois fixos e uma estação de base que assumirá o papel de cérebro de toda a operação –, a UAN terá capacidade para cobrir de forma dinâmica um perímetro subaquático de 100 km2. Qual pequeno exército robotizado, todos os nós desta rede estarão equipado com vários sensores, as armas necessárias para detectar potenciais ameaças a infra-estruturas estratégicas como plataformas petrolíferas ou instalações de geração de energia, tanto em alto mar como em zonas costeiras.

Os diversos sensores captarão informação sobre, por exemplo, a temperatura da água, a velocidade das correntes ou a oscilação da coluna de água, monitorizando a todo o tempo o perímetro que defendem. “Os dois nós móveis, ou veículos autónomos subaquáticos, serão cruciais no processo de recolha de informação, uma vez que podem ser destacados para ir a determinada localização confirmar dados ou recolher imagens cruciais para tomar uma decisão face a uma potencial ameaça”, sublinha Sérgio Jesus. 

Thursday, June 25, 2009

Organismos do litoral rochoso: Protectores ou Destruidores?

Delminda Moura, investigadora no Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) e docente da Universidade do Algarve, nomeadamente nos cursos de Ciências do Mar e Oceanografia, é a convidada da edição de Junho do Café Oceano, que terá lugar hoje, 5.ª Feira dia 25 de Junho a partir das 18h30, no Pátio B@r em Faro, Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30.

Bioerosão ou bioprotecção dos nossos litorais rochosos? É este o tema que Delminda Moura, a oradora convidada para a edição de Junho do Café Oceano, vai apresentar hoje ao fim da tarde, durante duas horas de conversa informal no Pátio das Letras, em Faro.
O tema trata de biomorfologia que é um termo que traduz as relações mútuas entre o substrato físico e os organismos. A referida interacção, tem como consequência a maioria das paisagens naturais que observamos actualmente e é particularmente importante nos litorais rochosos carbonatados, como é o da Galé. Um litoral rochoso é um litoral de erosão, por oposição aos litorais de construção (p.ex. um sistema de ilhas-barreira ou um estuário) e a perda de massas rochosas por recuo das arribas não é jamais recuperável. Os organismos (animais e plantas) podem potenciar a erosão dos litorais - bioerosão, ou, pelo contrário, conferir-lhe protecção- bioprotecção. As plataformas de abrasão são um dos aspectos mais conspícuos da morfologia dos litorais rochosos e oferecem óptimas condições para uma espantosa diversidade biológica. Nelas, numerosos seres endolíticos escavam buracos para habitarem e outros raspam a rocha na procura de alimento, contribuindo para a diminuição da resistência mecânica da rocha- bioerosão. Porém, outros organismos, como por exemplo as algas fixas na superfície da rocha, constituem uma cobertura protectora contra o impacto directo das ondas e minimizam o efeito das amplitudes térmicas-bioprotecção.


Wednesday, May 20, 2009

O Algarve e o Atum: Esclarecimento Pela Companhia de Pescarias do Algarve

No seguimento do artigo publicado neste blog a 17 de Abril, recebi um correio electrónico a solicitar que sejam rectificados alguns pontos desse mesmo artigo. Agradeço esse contacto e, para não alterar o conteúdo da mensagem, passo a citar:

 

“Lemos com muita atenção o post “O Algarve e o atum”, colocado no blog “Café Oceano”, o qual, ao que parece, faz parte das actividades desse Núcleo, e não podemos deixar passar em claro a inexactidão constante dos dois últimos parágrafos do texto porque não correspondem à verdade. É certo que o post, à parte esses dois parágrafos e retirando pequenas incorrecções sem importância, narra com exactidão o que se passou no Encontro sobre a Pesca do Atum que a Companhia de Pescarias do Algarve levou a efeito em 17 e 18 de Abril em Tavira.

No entanto, no tocante àqueles dois parágrafos cabe dizer que não corresponde minimamente à verdade que na nossa Companhia não haja a intenção de “intercâmbio de experiências e de investigação com o mundo universitário
”. Para além de Acordos de Princípio, protocolos já celebrados com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa relativos à actividade da pesca e da aquacultura e com o Instituto de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa nos domínios técnico e científicos relacionados com a produção de bivalves em offshore e pesca da Corvina e tunídeos; somos promotores conjuntamente com a Faculdade de Ciências de Lisboa do Projecto: Aplicação de Métodos Bioquímicos no Estudo da Conectividade de Cefalópodes entregue em 2009-02-27 e desenvolvemos com o IPIMAR trabalho conjunto em domínios da Investigação pesqueira para além de que constam expressamente nos projectos da empresa já apresentados a colaboração com as universidades nomeadamente a do Algarve.

Nem outra coisa seria de esperar de uma Empresa com uma larga tradição no sector (estamos trabalhando ininterruptamente desde 1835) que sempre esteve de mão dada com o saber universitário e que tem como Presidente do Conselho de Administração um Professor Universitário com uma vasta experiência no sector das pescas e, entre outras razões, ser conhecido pelo incentivo que costuma dar ao intercâmbio empresa-universidade.

De mencionar, por último, que tão pouco sabemos as razões que assistiram à Universidade do Algarve para não estar presente no Encontro uma vez que sua Excelência o Senhor Reitor bem como, pelo menos uma professora, que não vem ao caso referir-lhe o nome, foram convidados.

 

Companhia de Pescarias do Algarve “ 

Em relação à Universidade do Algarve, e aos investigadores que nessa área trabalham, não me posso pronunciar em nome deles mas é efectivemente uma pena não haver maior ligação, pelo menos neste caso específico. 

Pescar.. para vender ou rejeitar?

O Pátio das Letras, café/bar de Faro, recebeu mais uma edição do Café Oceano subordinado ao tema “Pescar…para vender ou rejeitar?”, no dia 15 de Maio 2009. A convidada da sessão  Sónia Olim, investigadora do grupo Biopescas, tem desenvolvido estudos sobre a problemática das rejeições nas artes de pesca na costa do Algarve.

Sónia Olim, que iniciou em 2007 o seu estudo de doutoramento sobre o tema: “Estudo bio-socio-economico das capturas acessórias e rejeições nos arrastos de crustáceos na costa do Algarve” explica que “a percentagem de espécies capturadas que são deitadas de novo ao mar, sem serem aproveitadas ou comercializáveis” motiva e justifica a discussão desta edição do Café Oceano. 

Sunday, April 19, 2009

O Algarve e o Atum

Realizou-se na tarde de sexta feira, 17 de Abril e na manhã de sábado o Encontro sobre o Atum no Algarve, promovido pela Companhia de Pescarias do Algarve, no hotel Vila Galé Albacora que ocupa o espaço do antigo Arraial Ferreira Neto, o qual foi conservado e integrado nesta unidade hoteleira.

A Companhia de Pescarias do Algarve foi fundada em 1835 dedicando-se especialmente à captura de tunídeos até ao último ano em que se armou uma armação na costa do Algarve. Tem continuado a desenvolver a sua actividade na fileira das pescas e pretende agora reactivar a actividade da captura dos tunídeos através de armações fixas, duas a implantar uma junto ao Cabo de Santa Maria e outra a leste de Tavira (Medo das Cascas), armações que terão as últimas inovações que a tecnologia foi adquirindo tornando-as mais actuais e aptas para a situação actual.

Para esta intenção muito contaram os resultados das experiências no campo das armações que nos últimos anos a empresa luso-japonesa Tunipex tem desenvolvido na área costeira do Algarve, junto a Fuzeta.

Os encontros tiveram a sua sessão de sexta-feira moderados pelo professor Carlos Reis, tendo sido apresentadas comunicações da Tunipex (A Armação de Atum), da DGP (Valor nutritivo do Atum), de um gestor espanhol ligado às Almadravas (Almadravas em Andalucia e em Marrocos) e do IPIMAR (Acompanhamento da experiência da Tunipex).

Na sessão de sábado de manhã intervieram pela Universidade dos Açores e do organismo Internacional ligado ao Tunídeos, João Gil Pereira, com uma resenha histórica do valor económico do atum na região do Algarve, Comandante Castro Centeno, e relacionado com a história da empresa patrocinadora, o eng. Fausto Costa.

Após o almoço de encerramento e com a colaboração da Confraria do Atum procedeu-se ao "Ronqueamento de um tunídeo" permitindo a todos os presentes verificar o aproveitamento quase total do espécime para fins alimentares, com a extracção das diversas partes e constituintes os quais iriam ser degustados no jantar sob as diversas formas gastronómicas.

Das afirmações dos responsáveis da Companhia de Pescarias do Algarve verifica-se uma intenção deliberada de continuar a actuar na fileira das pescas, quer através das novas armações, quer de estruturas no porto de Olhão, quer na exploração de duas áreas em offshore recentemente atribuídas no concurso público governamental, estas basicamente destinadas à criação de ostras.

A única nota negativa a salientar foi a ausência de manifestação de intenções de investigação e de desenvolvimento em colaboração com a Universidade do Algarve que, por motivos que ignoramos também não esteve directamente presente.

Continua de facto a ser difícil mostrar aos empresários de toda a conveniência de intercâmbio de experiências e de investigação com o mundo universitário, participando ambos para modernização e adaptabilidade de novos desenvolvimentos e tecnologias ao campo da actividade.

Wednesday, April 15, 2009

Água quente ou água fria na costa algarvia?

No Café Oceano do mês de Abril, Paulo Relvas, investigador no Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve, e docente em Oceanografia, irá explicar porque é que  as águas litorais algarvias durante o verão podem por vezes atingir temperaturas muito quentes e  outros anos temperaturas muito frias. Qual destas situações é mais comum e porquê? Será que se notam mudanças ao longo dos anos? Estas são algumas das perguntas às quais o convidado deste Café Oceano irá responder.

Thursday, March 12, 2009

Como considerar o Oceano na cultura Algarvia?

José Carlos Gonçalves Viana, actual director da Sociedade de Geografia de Lisboa, ex-Secretário de Estado da Marinha Mercante, na década de 70, e ex-Secretário de Estado das Pescas, na década seguinte, é o convidado da próxima edição do Café Oceano, que terá lugar na próxima semana, 5.ª Feira dia 19 de Março a partir das 18h30, no Pátio B@r em Faro, Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30.

Qual o papel que o Oceano tem na cultura algarvia? É a esta pergunta que José Carlos Gonçalves Viana, o orador convidado para a edição de Março do Café Oceano, vai tentar responder já na próxima semana, durante duas horas de conversa informal no Pátio das Letras, em Faro.Nascido em Lisboa em 1932, José Carlos Gonçalves Viana é dono de um percurso profissional intimamente ligado às questões do Mar. Actualmente é director da Sociedade de Geografia de Lisboa e também, desde Março de 2005, director da Associação do Sotavento Algarvio (ASA), sedeada em Tavira.Em 1958 José Carlos Gonçalves Viana obteve o grau de licenciado como Engenheiro Mecânico Aeronáutico, pelo Instituto Superior Técnico. Em 1970 aceitou o cargo de administrador da Empresa Insulana de Navegação e, mais tarde, já depois de Abril de 1974, assegurou funções semelhantes na Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, ou CTM, resultante da fusão daquela empresa com a Colonial de Navegação.Em Julho de 1974 foi requisitado para Secretário de Estado da Marinha Mercante, onde permaneceu até Março de 1975. Daí até 1978 trabalhou em Angola, como presidente da Sociedade de Armadores de Pesca de Angola (ARAN), e no Brasil, enquanto director de uma agência de navegação.Entre 1981 e 1982 foi Secretário de Estado das Pescas e nos últimos anos desta década foi presidente da Soponata, até 1991, altura em que também já desempenhava as funções de vice-presidente da International Shipping Federation. Ao longo do seu percurso profissional José Carlos Gonçalves Viana realizou inúmeras conferências e publicou artigos sobre temas de gestão, transportes, pescas, turismo, história marítima e política de desenvolvimento. É, desde 1985, membro da Academia de Marinha, onde foi durante alguns anos secretário-geral e vice-presidente, com o pelouro da classe de Artes, Letras e Ciências (actualmente é Membro Emérito).

Tuesday, March 10, 2009

Aquacultura substituirá a falta de capturas ?

Continuam as questões acerca das reservas marinhas no que toca às possibilidades face às capturas.

Da mesma forma as dúvidas acerca das possibilidades de a aquacultura conseguir ter uma produção capaz de obviar o esgotamento das reservas na natureza.

Mais em:

Aquaculture May Replace Wild Fish Stocks: Scientific American

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Wednesday, February 18, 2009

Reservas marinhas.. Um novo paradigma!

Novo paradigma para as reservas marinhas
em debate no Café Oceano de Fevereiro

Muitos países já têm áreas marinhas protegidas. Contudo, no seu conjunto, cobrem apenas 1% da superfície dos oceanos. Muitos cientistas defendem que esta percentagem deve crescer até aos 30%, através da criação de uma rede de áreas marinhas protegidas a nível mundial. Mas será esta uma medida capaz de travar a degradação ecológica dos oceanos? Este será o tema em debate na próxima edição do Café Oceano, sendo a investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da UAlg, Alexandra Cunha, a convidada para falar sobre “Reservas marinhas… Um novo paradigma”.

Muitos cientistas e organizações de conservação da natureza acreditam que será necessário ir mais além na protecção doa oceanos, defendendo um novo paradigma de protecção dos oceanos e de gestão das pescas.
Segundo a convidada da próxima edição do Café Oceano, já na próxima quinta-feira, no Pátio das Letras, em Faro, a partir das 18h30, “este novo paradigma defende que a protecção marinha não deverá ser apanágio de algumas zonas seleccionadas e especiais, situadas junto da costa: as reservas devem ser a base e o sustentáculo de toda a gestão do mar”.
De acordo com esta visão, continua a investigadora do CCMAR da UAlg, “as áreas marinhas protegidas devem cobrir mais de 30 % dos oceanos e deveriam ser complementadas por outro tipo de áreas marinhas protegidas, nas quais seriam autorizadas actividades de pesca com menor impacto ou, por exemplo, os arrastos”.
O objectivo seria controlar as actividades mais destrutivas e mantê-las longe das zonas mais sensíveis, passando os locais sem qualquer tipo de protecção a ser apenas uma pequena parte dos oceanos e não a maior parte, como acontece actualmente (apenas 1% dos oceanos está protegido).
Será que estamos preparados para dar este passo de gigante? Quais seriam as consequências económicas e sociais da implementação de áreas marinhas protegidas em 30% dos oceanos?
Alexandra Cunha lembra que “a constatação sobre a rápida recuperação dos ecossistemas de muitas reservas marinhas, já implementadas em várias partes do mundo, mostra que o mar ainda tem capacidade para se regenerar em muitos pontos e que, portanto, a implementação deste novo paradigma traria inúmeros benefícios em termos de recuperação das funções dos ecossistemas marinhos e da optimização do esforço de pesca”.


19 de Fevereiro, 5.ª feira, às 18h30, no Pátio B@r, em Faro

Friday, December 05, 2008

Repovoar o mar.. para pescar?

Neste último Café Oceano do ano 2008, o investigador Pedro Lino, do IPIMAR, irá apresentar o tema muito em voga da "repovoação do mar". Porque é que se está a tentar repovoar o mar ? Como se faz? Quais os custos e os benefícios? São algumas das questões que serão abordadas.

No passado “Mar” era pescar…Agora "Mar" é criar



O Prof. Rui Cabral e Silva, da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) da UAlg, foi o orador convidado para a edição de Novembro do Café Oceano. O tema do mês de Novembro, «No passado “Mar” era pescar… Agora “Mar” é criar», surge na sequência do assunto em foco na edição de Outubro do Café Oceano – “Quanto vale a Ria Formosa?” –, e pretendeu dar a conhecer uma das várias funções económicas do mar em transformação. O debate teve lugar no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30.

Tuesday, October 21, 2008

Quanto vale a Ria Formosa?

O Prof. António Matias, da Faculdade de Economia (FE) da UAlg, é o orador convidado para a edição de Outubro do Café Oceano, cujo tema central será a forma como se avalia o valor económico de um sistema ambiental/natural como a Ria Formosa, considerando-o como um activo ambiental. O debate terá lugar no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30, entre as 18h30 e as 20h30.

O ecossistema Ria Formosa é um activo ambiental que fornece determinados bens e serviços à comunidade, bens e serviços esses que podem ser valorizados do ponto de vista económico, ou seja, “é possível atribuir um determinado valor económico a este activo, no seu todo”, explica António Matias, docente da FE que lecciona na área da valorização dos recursos ambientais.
Mas, se alguns bens e serviços são transaccionados no mercado (como o peixe ou os moluscos, por exemplo), outros há que não são, que não têm preço, mas aos quais é possível atribuir um valor. “O que os economistas fazem é, justamente, obter por outras vias esses preços, para saber que valor global tem este activo ambiental que é a Ria Formosa”, sublinha o especialista.
No fundo, a Ria Formosa enquanto activo ambiental tem três vertentes principais: fornece recursos às pessoas, é um receptor de resíduos (assimila e trata) e é uma fonte de prazer (o que se chama em economia uma utilidade directa, como, por exemplo, um bonito pôr-do-sol).
“O que tentamos perceber é quanto é que as pessoas estão dispostas a pagar para ter todos estes benefícios, desde aqueles aos quais é possível atribuir um preço directo, mas também aos que têm um valor mais difícil de medir em termos económicos”, conclui António Matias.

Friday, October 17, 2008

Café Oceano na Semana pelo Mar 2008


No mês de Setembro de 2008, decorreu o Café Oceano "Transportes marítimos e sistema portuário na Era das descobertas" inserido na II Semana pelo Mar. Esta edição, que teve lugar em Olhão, foi apresentada pelo Dr. Amândio Barros de uma forma muito dinâmica e participada.

Thursday, July 10, 2008

Última edição do Café Oceano antes das férias de Verão


Hoje, dia 10 de Julho, às 18h30, o Café Aliança, na Baixa de Faro, vai receber mais uma edição Café Oceano, iniciativa que entretanto vai de férias para voltar a acontecer em Setembro. Esta edição do Café Oceano, dedicada ao tema “Alterações climáticas… O que se sabe?”, vai acontecer em moldes ligeiramente diferentes do habitual. Dada a vastidão do tema proposto, a comissão organizadora resolveu colocar-se, em bloco, à disposição da assistência para dar resposta às mais diversas dúvidas sobre as alterações climáticas, em vez de se convidar apenas um orador para abordar o assunto em debate. O tema “Alterações climáticas” pretende elucidar o público sobre a definição ou caracterização das alterações climáticas mas também as suas causas conhecidas ou possíveis, a sua influência sobre a Saúde, o ambiente ou sobre os oceanos. Também se pode abordar as alterações climáticas do ponto vista da nossa adaptação ou da nossa mitigação no dia à dia, como cidadão ou como comunidade... Em resumo, tentar-se-á responder ou debater todas as ideias que de uma maneira ou de outra tem origem ou efeito nas Alterações climáticas.

Thursday, May 08, 2008

Café Oceano do mês de Maio 2008


"Litoral e temporal... Evolução e Destrução"

A edição do 3º aniversário do Café Oceano que decorrerá no dia 14 de Maio, a partir das 18h30, tem como orador convidado o Prof. Óscar Ferreira, docente e investigador da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente que vai falar sobre o litoral e a pressão, natural e antrópica, existente na região do Algarve.
Esta edição que conta com a participação da Tertúlia Farense, propõe um olhar sobre questões actuais e que motivam muitas evzes acesas discussões orientadas sobre o ambiente, a socio-economia ou sobre simples crenças e opinões.

Venham numerosos tirar dúvidas e tentar perrceber o que o nosso litoral está a enfrentar.


Tuesday, April 01, 2008

Café Oceano do mês de Abril de 2008

O próximo Café Oceano realizar-se-á no quadro da Semana Aberta da Universidade do Algarve, na próxima 2ª feira dia 7 de Abril a partir das 18h00 no BA Caffé (Rua do Prior nº 6) com o seguinte tema: "Mar e saúde.. Uma visão Global" sendo a Profª Maria João Bebianno a
oradora convidada.

Mais informo que o Café Oceano previsto sobre a erosão do litoral não está esquecido e irá decorrer no mês de Maio.

Venham numerosos !!!

Monday, February 18, 2008

Café Oceano do mês de Fevereiro 2008


O próximo Café Oceano terá lugar na próxima 5ª feira, dia 21 de Fevereiro, a partir das 18h30 no Café Aliança em Faro. O tema proposto "Intersexualidade na águas costeiras.. feminização ou masculinização" será apresentado por duas jovens investigadores da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente.

"Mexilhões artificiais... para o bem ou para o mal?"

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. No mês de Janeiro, a oradora convidada foi a investigadora da Universidade do Algarve, Maria Gonzalez-Rey. Esta investigadora, encontra-se envolvida num projecto de investgação experimental desenvolvido pela City University de Hong-Kong, que tem por base o desenvolvimento de “mexilhões artificiais” como método de controlo de poluição.

Varias espécies de bivalves, nomeadamente de mexilhões, têm vindo a ser utilizados para monitorizar a poluição aquática, (níveis de contaminação metálica, poluentes orgânicos, e fitofarmacêuticos). Os mexilhões apresentam largas vantagens neste tipo de controlo, já que são organismos filtradores cesseis que acumulam poluentes nos seus tecidos, com uma vasta distribuição geográfica, e muito resistentes a grandes variações do meio ambiente.

O uso destes organismos marinhos apresenta no entanto desvantagens que podem ser contrariadas pela utilização de “espécies artificiais”. De facto, as concentrações de poluentes nos tecidos dos mexilhões são afectadas por variações físicas e químicas do indivíduo ou alterações dentro da espécie. A utilização de “mexilhões artificiais”, permite contrariar todos os pontos negativos e garantir as mesmas características relativamente ao uso de espécies naturais.

O “mexilhão artificial” consiste num pequeno tubo de P.V.C cujas duas aberturas são fechadas com um gel poroso. No seu interior possui um bloco de resina gelatinosa absorvente. A resina em questão permite concentrar os metais presentes na água monitorizando os níveis de contaminação com cádmio, zinco, cobre e chumbo.

Estes instrumentos para monitorização de contaminantes estão a ser testados actualmente em Portugal em Aveiro, Portimão, Olhão e no Estuário do Tejo, sendo aplicados cerca de 30 “indivíduos” em armadilhas colocadas no fundo, permanecendo submersos durante cerca de 4 meses. Brevemente, os resultados obtidos com os “mexilhões artificiais” serão comparados, nesta primeira fase, com os resultados obtidos nas espécies naturais autóctones.

Thursday, January 31, 2008

Café Oceano de Janeiro 2008


A primeira edição do Café Oceano em 2008 teve lugar ontém, 4ª feira, dia 30 de Janiero no Café Aliança, em Faro. A investigadora Maria Gonzalez-Rey, da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) apresentou o tema desta edição "Mexilhão artificial.. para o bem ou para o mal?".

Tuesday, December 18, 2007

Café Oceano: “Os “nossos” tubarões... Queridos ou temidos?”

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. No mês de Dezembro, foi o Investigador e Doutor Rui Coelho que ficou responsável por introduzir o tema do Café Oceano que desde há muito tempo se esperava: os Tubarões. Para tentar mudar a percepção errónea que a população em geral tem destes animais, como sendo animais muito perigosos para os Homens, o nosso convidado falou-nos com muita paixão destes seres que ocupam quase todos os habitats marinhos e mesmo alguns de água doce, desde grandes profundidades a zonas costeiras. Ficámos a saber que os tubarões são peixes cartilagíneos (possuem esqueleto cartilaginoso) pertencentes a um grupo de peixes (Chondrichthyes), nos quais se incluem também as raias e as quimeras. Os tubarões, predadores de topo, crescem muito lentamente, só adquirem a maturidade sexual muito tarde e têm uma fecundação interna (oviparidade e viviparidade placentária ou não), ao contrário dos peixes ósseos (Osteichthyes). Mesmo se os tubarões representam um dos grupos animais mais antigos do Planeta (surgiram há cerca de 400 milhões de anos), estas características fazem destes animais seres vulneráveis à actividade humana, desde do desaparecimento de habitats e de ecossistemas, à sobrepesca. Rui Coelho explicou que em 2006, estavam registadas mundialmente 1180 espécies de peixes cartilagíneos, das quais 480 são tubarões. No entanto, estes números estão em constante evolução à medida que novas espécies são descobertas e que, num futuro próximo, algumas irão desaparecendo, visto que, em 2006, já estavam listadas no livro vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) cerca de 110 espécies ameaçadas. Ao largo de Portugal, o convidado referiu que em 2006 estavam registadas 108 espécies de peixes cartilagíneos, dos quais 74 correspondiam a tubarões. No entanto, acrescentou que mesmo existindo dentre de estas algumas espécies potencialmente perigosas, como o famoso tubarão branco (Carcharodon carcharias), o tubarão anequim (Isurus oxyrinchus) e o tubarão martelo (Sphirna spp.), não existem até hoje relatos de ataques nem fatalidades nas nossas águas. Rui Coelho explicou que quase todos os tubarões com mais de 2 metros de comprimento podem ser potencialmente perigosos para os humanos. No entanto, são 3 as espécies que têm tido maior responsabilidade nos ataques em humanos, nomeadamente o tubarão branco (Carcharodon carcharias), o tubarão tigre (Galeocerdo cuvier) e tubarão buldogue (Carcharhinus leucas). Destas, apenas o tubarão branco existe em Portugal. Ainda foi referido que, apesar dos tubarões serem considerados animais extremamente perigosos e responsáveis por inúmeras fatalidades humanas todos os anos, a realidade não é essa. Desde 1990, foram contabilizados em média anual e a nível mundial, 56 ataques não provocados e 6 fatalidades, enquanto que desde 2000 e só nos EUA morrem em média cerca de 20 pessoas por ataques de cães! Assim, apesar da “fama” dos ataques de tubarão, a probabilidade de uma pessoa ser atacada e morta por um tubarão é realmente baixa, isto é quando estes não são provocados.

Tuesday, December 11, 2007

Café Oceano do mês de Dezembro de 2008

O próximo café oceano, e último do ano 2007, terá lugar na próxima 5ª feira
dia 13 de Dezembro no Café Aliança a partir das 18h30.
Nesse Café Oceano, o Investigador Rui Coelho irá apresentar o Tema "Os
"nossos" tubarões.. Queridos ou temidos?"

O que é um tubarão?
Quantas espécies de tubarões existem no mundo e em Portugal?
As espécies que existem em Portugal são perigosas?
Quais as espécies mais perigosas a nível mundial?
Quantos ataques de tubarão ocorrem por ano?
Onde é que os ataques de tubarão ocorrem?
Porque é que os tubarões são animais vulneráveis?
Quais as ameaças que os tubarões enfrentam actualmente a nível mundial?
Quantos tubarões são pescados por ano?
O que se está a fazer para proteger e conservar estes animais?

Se quiser conhecer as respostas a estas perguntas, e muitas outras, é só aparecer!

Thursday, December 06, 2007

Friday, November 30, 2007

Café Oceano: “Alterações climáticas... O papel do plâncton”

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. Desta vez, foi o Investigador e Doutorando Carlos Norton que ficou responsável por introduzir o tema do Café Oceano que decorreu no mês de Novembro.
O Plâncton é a base da cadeia alimentar no meio aquático e marinho, sendo constituído por uma fracção vegetal, o fitoplâncton, e uma fracção animal, o zooplâncton. Qualquer alteração causada nestes organismos terá impactos ainda mais elevados nos níveis tróficos superiores. O estudo do plâncton é complicado porque implica uma recolha de amostras regular ao longo do tempo e no espaço oceânico, que são muito esporádicas se feitas somente durante missões científicas no mar. No entanto, existem bons registos obtido através de CPR (Continuous Plankton Recorder) para o Atlântico Norte e isto, desde dos anos 1958. Este equipamento é atracado a navios comerciais com rotas transatlânticas regulares permitindo uma recolha de plâncton de forma contínua, aproximadamente à profundidade de 7 m, durante todo o percurso do navio. Os estudos efectuados desta forma demonstram que está a ocorrer, no Atlântico do Nordeste, uma migração das espécies planctónicas para zonas mais a Norte. Com o aquecimento das águas, as espécies adaptadas a temperaturas mais altas estão a conseguir deslocar-se até zonas médias do Atlântico Norte, enquanto que as espécies que anteriormente ocupavam estas zonas estão a ser deslocadas para zonas sub-polares a polares. Um exemplo do impacto destas migrações pode ser observado no bacalhau. No Mar do Norte existe uma época do ano, de Março a Agosto, em que o bacalhau se alimenta de uma espécie de copépode calanóide (zooplâncton). Esta espécie abundava nestas zonas, mas com o aquecimento das águas foi empurrada para zonas mais a norte, surgindo em substituição uma outra espécie de copépode adaptada a águas de temperaturas mais elevadas. No entanto, esta nova espécie apresenta-se em período diferente da espécie anterior, de Agosto a Dezembro, não permitindo a engorda do bacalhau. Assim, para além de outros impactos sobre o bacalhau, nomeadamente a sobre – exploração, a migração do zooplâncton fez com que o bacalhau ficasse com menos alimento disponível, uma vez que também o biovolume desta nova espécie é inferior, fazendo diminuir a biomassa disponível para o bacalhau. Seja a nível trófico, ou mesmo na biomassa, o aquecimento das águas, mecanismo provocador destas migrações, apresenta grandes impactos espécies de consumidores superiores da cadeia trófica.
Alem disto, é importante salientar aqui que o plâncton também influencia o clima. A nível global, é efectivamente o plâncton que é responsável pela remoção de uma grande parte do CO2 da atmosfera para dentro dos oceanos e consequentemente para os sedimentos marinhos, moderando assim o aumento da temperatura média mundial. A nível local, também existem espécies de fitoplâncton que são capazes de emitir para a atmosfera moléculas que permitem a formação de nuvens que funcionam como um escudo face À insolação e fazem com que a temperatura da superfície da água diminui.
É então importante relembrara que, apesar das alterações climáticas causarem um grande impacto no meio ambiente, a Natureza é como que uma máquina renovadora, e que o maior impacto cairá sobre nós.

Thursday, November 15, 2007

Cafe oceano : Alterações climaticas - o papel do plâncton

Na 4ª feira dia 21 de Novembro vai realizar-se no Atrium Faro ás 18.30 o próximo Café Oceano cujo tema é Alterações Climáticas - o papel do plâncton. Estão todos convidados a aparecer e debater um tema tão na moda e tão preocupante como este.

Tuesday, October 16, 2007

Desafiar ou respeitar o mar... O Salvamento aquatico

O Café Oceano é um espaço para conviver, relaxar e falar de um tema que nos interessa. Para o Café Oceano que decorreu ao inicio do mês de Outubro, convidei o Professor Jorge Rosa, responsável pelo curso profissional Técnico de Segurança e Salvamento em meio aquático (TSSMA) da Escola Secundária Pinheiro e Rosa (Faro). Aprendi muito durante a apresentação feita por Jorge Rosa. Assim, existem actualmente dois cursos destes no Algarve, um em Faro e outro em Quarteira. Estes cursos só foram reconhecidos pelo Ministério português da Educação em 1999 e reestruturados em 2006 no âmbito da revisão curricular do ensino profissional e da racionalização da oferta formativa pela Portaria n.º 1311/2006, D.R. n.º 226, Série I de 2006-11-23 . Este tipo de curso do ensino normal enquadra-se na família profissional de serviços de protecção e segurança e integra-se na área de educação e formação de protecção de pessoas e bens dando equivalência ao 12º ano. O curso tem quatro componentes de formação: a componente sócio-cultural, a científica, a técnica e por fim a formação em contexto de trabalho, para um total de 3100 horas de formação. Na descrição do curso pode-se ler que: “Os jovens habilitados com este curso têm a possibilidade de desempenhar funções como técnicos de segurança e salvamento em meio aquático em municípios (praias e piscinas), hotéis, parques aquáticos e empresas concessionárias em praias”.
No entanto, fiquei muito estupefacta ao saber que o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), organismo da Direcção-Geral de Autoridade Marítima, dotado de autonomia administrativa e com atribuições de promover a direcção técnica no que respeita à prestação de serviços com vista ao salvamento de vidas humanas na área da jurisdição marítima, não considera os alunos destes cursos profissionais como nadadores-salvadores. Assim, depois de uma formação profissional de 3 anos no ensino público (3100 h), os técnicos de Segurança e Salvamento em meio aquático não podem ser nadadores-salvadores; tal como eu, terão que concorrer ao curso de nadador salvador do ISN, que dura 93 horas e custa 75 euros.
È muito provável que os alunos que saiam dos cursos profissionais de TSSMA tenham mais facilidades do que eu para obter o título de nadador salvador. No entanto, ao meu ver isto é absurdo. Este é mais um exemplo dos problemas ligados ao mar: as instituições públicas do ensino, da administração ou da marinha não colaboram, não falam, não partilham os seus saberes. Qual teria sido o problema em incluir nos cursos profissionais de TSSMA uma componente obrigatória dada pelos formadores do ISN? Não teria mais lógica um técnico de Segurança e Salvamento em meio aquático ser igualmente habilitado a nadador salvador?
Quer-se racionalizar os meios mas sem fazer pontes de ligação entre instituições que trabalham na mesma área dificilmente conseguiremos ser competitivos e eficientes !